Operação mira desvio acima de R$ 1 milhão em empresa do Alto Paranaíba
Polícia Civil cumpre mandados, sequestra seis imóveis e apreende materiais; suspeitos não foram presos e investigação continua
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta terça-feira (7), uma operação que mira desvio superior a R$ 1 milhão de uma empresa do setor de hortifruti em Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba.
Como resultado das medidas judiciais, seis imóveis em São Gotardo foram sequestrados e houve bloqueio de valores em contas bancárias da principal investigada, de 51 anos, e do marido dela, de 59. Ninguém foi preso até o momento.

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Durante o cumprimento de mandados em dois endereços ligados ao casal, incluindo uma propriedade rural de alto padrão, os policiais apreenderam documentos, celulares, computadores e mídias eletrônicas, que passarão por análise.
De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil em Rio Paranaíba, a suspeita teria se aproveitado de uma posição de confiança na empresa para fraudar registros internos e se apropriar de valores pagos por clientes.
Entre as práticas identificadas estão manipulação de romaneios, documentos que detalham cargas transportadas, alteração de planilhas, concessão de descontos fictícios e registro de pagamentos como quitados sem que os recursos tivessem sido efetivamente recebidos.
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Segundo o delegado responsável pelo caso, Guilherme Campos, também há indícios de retirada indevida de documentos e exclusão de dados de computador corporativo, o que pode ter sido uma tentativa de dificultar a apuração. “Parte dos valores desviados pode ter sido direcionada a contas de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro”, afirmou.
Os investigadores também apontam incompatibilidade entre o padrão de vida dos envolvidos e a renda declarada, o que reforça a suspeita de enriquecimento ilícito e ocultação patrimonial.
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A partir das medidas cumpridas, a Polícia Civil dará continuidade à análise do material apreendido e ao aprofundamento da quebra de sigilos bancário e fiscal. A expectativa é identificar a origem e o destino dos valores, além de possíveis coautores e a dimensão total do prejuízo.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil em Rio Paranaíba, com apoio de equipes de São Gotardo.