Operação Jó 38:11: esquema de R$ 11 milhões mira alvos em Patos
Polícia Civil e MPMG derrubou um esquema de organização criminosa que utilizava maquinário pesado roubado para ocultar lucros ilícitos em Minas e São Paulo
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A Polícia Civil e o MPMG cumpriram mandados em Patos de Minas durante a operação “Jó 38:11”, que mira um esquema de lavagem de capitais de R$ 11 milhões. O grupo criminoso, com ramificações em municípios de Minas Gerais e São Paulo, utilizava empresas de fachada e maquinário pesado roubado para ocultar lucros ilícitos. Ao todo, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e nove prisões foram efetuadas nesta terça-feira (24).

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O grupo criminoso, que tinha base em Manga, no Norte de Minas, operava um sistema de lavagem de capitais por meio da locação de maquinários pesados. O diferencial do crime era a origem dos equipamentos: a maioria era fruto de furtos, roubos e estelionatos cometidos em diversas regiões do Brasil.
Para dar aparência de legalidade ao negócio, os criminosos realizavam os seguintes passos:
- Adulteração: Os equipamentos eram modificados para esconder a origem criminosa.
- Falsificação: Documentos eram forjados para registrar as máquinas.
- Estrutura Empresarial: O maquinário era inserido em empresas vinculadas ao grupo, que prestavam serviços regulares na região como se fossem negócios legítimos.
Alvos e apreensões no Alto Paranaíba e outras regiões
Além de Patos de Minas, a operação se estendeu por cidades como Montes Claros, Itacarambi, Monte Azul e as paulistas Valinhos e Ibaté. O balanço final da operação incluiu:
- Prisões: 7 preventivas e 2 em flagrante (por receptação e porte ilegal de arma).
- Bens Apreendidos: Caminhonetes de luxo, mais de R$ 20 mil em espécie, computadores e documentos que comprovam a movimentação milionária.

Em Monte Azul, um dos investigados foi preso em flagrante com quatro veículos, sendo um deles com sinais claros de adulteração. Já em Itacarambi, outro alvo foi detido com uma arma de fogo.
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O significado por trás da Operação Jó 38:11
A escolha do nome da operação carrega um forte simbolismo de autoridade. O versículo bíblico citado diz: “Até aqui virás, e não mais adiante”. Segundo o delegado regional Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto, a mensagem é um recado direto ao crime organizado sobre o limite imposto pela lei.
“A atuação integrada das forças de segurança foi fundamental para desarticular essa estrutura complexa que utilizava empresas para dissimular a origem de bens ilícitos”, destacou o delegado.
A investigação, iniciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), continua em aberto para identificar outros integrantes do grupo e rastrear o destino final dos R$ 11 milhões movimentados.