Operação em Uberlândia prende chefe do PCC que planejava ataques contra juízes e promotores
Foragido conhecido como "Tio Doni" vivia no bairro Daniel Fonseca há três meses com documentos falsos e carros de luxo, avaliados em mais de R$ 1 milhão
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Um integrante do PCC, considerado de alta periculosidade e apontado como um dos chefes da organização criminosa PCC, foi preso, em Uberlândia, durante uma operação na noite de terça-feira (25). A ação reuniu equipes da Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM), Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e unidades de inteligência de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
O homem, conhecido como “Tio Doni”, era procurado por diversos crimes e tinha um mandado de recaptura expedido pela Justiça do Mato Grosso do Sul.

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Chefe do PCC estava escondido em Uberlândia há três meses
Segundo as autoridades, o criminoso estava vivendo no bairro Daniel Fonseca há cerca de três meses. Ele utilizava uma identidade falsa e mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada, incluindo a circulação de veículos avaliados em mais de R$ 1 milhão.
Durante a abordagem, o suspeito tentou se livrar de uma arma de fogo jogando uma pistola calibre .380 pela janela, mas o armamento foi recuperado por equipes de inteligência que monitoravam o ambiente externo.

PF e inteligência monitoravam o alvo desde 2022
A investigação que culminou na prisão teve início em 2022, quando a Polícia Federal no Mato Grosso começou a rastrear o envolvimento de “Tio Doni” em crimes graves. As apurações apontam que ele planejava a morte de juízes e promotores que atuam diretamente contra o crime organizado, tanto no Mato Grosso do Sul quanto em Minas Gerais, inclusive na região de Uberlândia.
A polícia também identificou que o suspeito era responsável por execuções dentro da facção e integrava o núcleo central da organização, o que o colocava entre os alvos mais prioritários das forças de segurança.
Arma, celulares e carros de luxo foram apreendidos
Na operação, foram apreendidos:
- 01 pistola calibre .380;
- 13 munições intactas;
- 04 celulares;
- 03 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 1 milhão;
- Documentos falsos utilizados para ocultar sua identidade.
Os materiais reforçam, segundo a polícia, o alto poder operacional do criminoso.

Criminoso já havia passado por prisão de segurança máxima
O homem já cumpriu pena por quatro anos no presídio federal de Porto Velho no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Antes de se esconder em Uberlândia, ele teria passado um período na Bolívia, conforme levantamentos da inteligência policial.
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Tio Doni será transferido para Mato Grosso do Sul
Após a prisão, ele foi levado para a sede da Polícia Federal em Uberlândia. Como o mandado de recaptura é do Mato Grosso do Sul, a expectativa é que ele seja transferido para aquele estado nos próximos dias.
As forças de segurança agora investigam se o suspeito participou de outros crimes na região do Triângulo Mineiro durante o período em que esteve na cidade.