Operação Bifronte mira tráfico e patrimônio de até R$ 187 milhões; entenda

FICCO/MG tem 23 mandados de prisão em ação contra lavagem de dinheiro em cinco estados; Justiça determina o sequestro de 11 imóveis e uma aeronave

, em Uberlândia

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A Operação Bifronte, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), tem 46 mandados judiciais em cinco estados contra uma organização investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A Justiça também autorizou o sequestro de patrimônio até o limite de R$ 187 milhões.

Segundo a FICCO/MG, a ação abrange Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. São 23 mandados de prisão, 20 de busca e apreensão e três de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico.

As decisões judiciais também incluem duas difusões vermelhas pela Interpol e a transferência de dois dos principais investigados para o sistema penitenciário federal.

Operação Bifronte apreendeu relógios, armas e munições
Operação Bifronte apreendeu relógios, armas e munições – Crédito: FICCO/Reprodução

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Operação Bifronte mira 11 imóveis e uma aeronave

As medidas patrimoniais abrangem 69 pessoas físicas e jurídicas. A Justiça determinou o bloqueio imediato de 11 imóveis e uma aeronave, impedindo a venda ou transferência desses bens. As decisões também autorizam o bloqueio de patrimônio dos investigados até o limite de R$ 187 milhões.

Os imóveis ficam em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Bahia. A Bahia aparece entre os estados com bens atingidos pelas decisões, mas não integra a lista de locais dos 46 mandados.

O valor de R$ 187 milhões é o limite autorizado pela Justiça, e não um total de bens já apreendidos. A nota da FICCO/MG não informa o valor do patrimônio efetivamente alcançado pela operação.

Operação Bifronte
Operação Bifronte reúne 46 mandados judiciais em cinco estados e mira patrimônio de até R$ 187 milhões – Crédito: FICCO/Reprodução

Investigação aponta drogas da Bolívia e do Peru

Segundo os investigadores, o grupo adquiria drogas provenientes da Bolívia e do Peru e fazia o transporte e a distribuição dos entorpecentes no Brasil.

A investigação também identificou indícios de movimentação de recursos e ocultação de patrimônio. Os elementos reunidos apontam uma estrutura dividida em núcleos de comando, logística, transporte, financeiro e familiar.

Conforme a participação de cada um, os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Veja as armas apreendidas;

A FICCO/MG reúne a Polícia Federal e as polícias Civil, Militar e Penal de Minas Gerais.

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