Oitavo suspeito é preso em investigação da morte do ex-delegado Ruy Ferraz

Homem de 47 anos foi detido em Itanhaém; polícia acredita que ele possa ter participado diretamente da execução como atirador

, em Uberlândia

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Durante a investigação da morte do ex-delegado Ruy Ferraz, a Polícia Civil de São Paulo prendeu, na madrugada desta terça-feira (21), o oitavo suspeito de envolvimento na execução da vítima, morta em 15 de setembro no litoral paulista. José Nildo da Silva, de 47 anos, foi capturado em Itanhaém, no Litoral Sul, e é apontado como um dos possíveis atiradores que participaram do atentado.

No momento da prisão, José Nildo usava colete à prova de balas, estava armado e acompanhado de uma mulher, que ainda não foi localizada.

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Imagem de José Nildo da Silva, oitavo suspeito pela morte do ex-delegado Ruy Ferraz
Oitavo suspeito pela morte do ex-delegado Ruy Ferraz é preso; ele é apontado como o atirador – Crédito? Polícia Civil/Divulgação

A prisão amplia o cerco contra o grupo criminoso que matou o ex-chefe da Polícia Civil paulista, em um crime que, segundo as investigações, tem ligação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ruy Ferraz foi atingido por pelo menos 12 tiros de fuzil após deixar o expediente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, cargo que ocupava desde sua aposentadoria, em 2023.

Nos mais de 40 anos de carreira, o ex-delegado teve papel central no combate ao crime organizado e comandou importantes operações contra a facção. Mesmo após deixar a corporação, continuava recebendo ameaças de morte, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

As apurações da PC indicam que Ruy vinha sendo monitorado há mais de um mês. Câmeras da Prefeitura de Praia Grande registraram, em 18 de agosto, um dos veículos usados pelos criminosos circulando pela cidade. No ataque, o grupo utilizou três veículos — dois carros e uma caminhonete. Esta última foi encontrada incendiada, enquanto o carro passou por perícia para coleta de impressões digitais e vestígios de DNA.

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Segundo o portal R7, a polícia descobriu ainda que casas alugadas em Praia Grande e Mongaguá serviram de abrigo e logística para os autores do crime. Ambas passaram por perícia e levaram os investigadores a identificar parte da rede envolvida no assassinato.

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Até agora, oito pessoas foram presas:

  • Willian Silva Marques, dono da casa em Praia Grande de onde teria saído um dos fuzis;
  • Dahesly Oliveira Pires, suspeita de buscar a arma na Baixada Santista;
  • Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, responsável pela logística de fuga;
  • Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, que se entregou à polícia;
  • Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, identificado por DNA em um dos carros;
  • Danilo Pereira Pena, o Matemático, apontado como um dos articuladores;
  • Cristiano Alves da Silva, o Cris Brown, de 36 anos;
  • José Nildo da Silva, preso nesta terça (21), suspeito de ser um dos atiradores.

Outros dois homens permanecem foragidos: Flávio Henrique Ferreira de Souza, também identificado por DNA, e Luís Antônio Rodrigues de Miranda, suspeito de ter ordenado a busca de um dos fuzis usados no crime. Um terceiro investigado, Umberto Alberto Gomes, morreu em confronto com a Polícia Civil do Paraná no fim de setembro.