Namorada de jovem que matou a família no RJ confessa que acompanhou crime em tempo real
Jovem de 15 anos, admitiu que sabia dos assassinatos e que acompanhou os acontecimentos em tempo real, por meio de mensagens trocadas com o namorado
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A namorada do adolescente de 14 anos suspeito de assassinar a mãe, o pai e o irmão de 3 anos na noite de sábado (21), em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro, prestou depoimento à Polícia Civil do Mato Grosso nesta semana. A jovem, de 15 anos, admitiu às autoridades que sabia dos assassinatos desde o início e que acompanhou os acontecimentos quase em tempo real, por meio de mensagens trocadas com o namorado.
O depoimento, prestado com a presença da mãe da adolescente, durou cerca de duas horas e agora será analisado pelas autoridades fluminenses, responsáveis pela investigação do caso.
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Investigada por possível influência
A adolescente de Mato Grosso está sendo investigada por uma possível influência psicológica ou incentivo ao crime, uma vez que, segundo fontes próximas à investigação, ela teria trocado mensagens com o suspeito durante e após os assassinatos. O conteúdo das conversas está sendo analisado pela polícia e poderá reforçar a tese de cumplicidade à distância.
A jovem teria tratado o episódio com frieza incomum, descrevendo os homicídios como se fizessem parte de um “jogo”. Ela e o garoto mantinham um relacionamento virtual.
Jovem que matou a família permanece apreendido
O adolescente de 14 anos, apreendido na última quarta-feira (25), confessou os assassinatos e afirmou em depoimento à Polícia Civil que “faria tudo novamente”. Na ocasião, ele relatou que matou os pais e o irmão mais novo enquanto dormiam.
Na sexta-feira (27), o jovem foi transferido para uma unidade socioeducativa em São Fidélis (RJ), onde permanecerá apreendido por pelo menos 45 dias, prazo inicial determinado pela Justiça até que sejam concluídas as investigações e definida a próxima etapa do processo.
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O crime
Os corpos dos pais e da criança foram encontrados na residência da família. A motivação ainda está sob apuração, mas a principal linha de investigação aponta para um histórico de conflitos familiares, agravados pela suposta influência externa vinda do relacionamento virtual com a adolescente.
A Polícia Civil segue reunindo provas, incluindo mensagens de celular, para entender a dinâmica completa do crime e apurar possíveis envolvimentos indiretos.