Mulheres vão às ruas em Uberlândia para protestar contra o feminicídio
Mobilização integra ato nacional e apresenta reivindicações específicas para a cidade
-
Mulheres de Uberlândia participam neste domingo (7) do ato nacional contra o feminicídio, que reúne movimentos sociais, coletivos feministas e entidades em várias cidades do país. Na cidade, o “Levante Mulheres Vivas” organiza uma marcha que denuncia a violência de gênero e cobra do poder público ações para proteção e atendimento das vítimas.
A concentração ocorre às 9h na Avenida Monsenhor Eduardo, esquina com a Rua Buriti Alegre. As organizadoras orientam o uso de roupas pretas e adereços lilás. Entre 9h e 10h haverá oficina de cartazes e falas abertas ao público. A marcha começa às 10h e segue até o Centro Municipal de Cultura, com previsão de encerramento ao meio-dia.

O ato local apresenta uma lista de reivindicações municipais. Entre elas, o funcionamento da Delegacia da Mulher em regime de 24 horas, o aumento da frota e da disponibilidade da Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica e formação permanente para profissionais que atendem mulheres em situação de violência.
Os movimentos também pedem ampliação da subvenção às organizações que atuam diretamente no atendimento às vítimas, além de maior estrutura em abrigos e casas de acolhimento. Outro ponto é a transferência definitiva da Delegacia da Mulher para o Complexo Iracema Marques e o reajuste salarial combinado à reposição de efetivo para equipes da Polícia Civil.
Ver essa foto no Instagram
As reivindicações incluem ainda campanhas públicas sobre masculinidade saudável, transparência nos dados de violência contra mulheres em Uberlândia, integração das informações da rede de atendimento e passe-livre para mulheres com medida protetiva. O documento cobra da Prefeitura o cumprimento da legislação federal sobre educação para prevenção da violência em escolas, além da criação de protocolo para casos de crimes contra a dignidade sexual.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Segundo o Ministério das Mulheres, mais de 1.180 casos foram registrados em 2025, além de cerca de 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180. Os atos em Uberlândia e no restante do Brasil têm como lema “Queremos as mulheres vivas”.