Morte de Rick: acesso aos destroços pode levar três horas a pé
Bombeiros avaliam como retirar os corpos em área de difícil acesso na Serra Catarinense; caminhada entre ponto de pouso e aeronave pode durar três horas
A operação para retirar os corpos após a morte de Rick, cantor da dupla Rick & Renner, e de outras quatro pessoas enfrenta dificuldades de acesso na Serra Catarinense. Segundo o Corpo de Bombeiros, o percurso entre o ponto onde as equipes conseguem pousar e os destroços pode levar cerca de três horas a pé.
O helicóptero foi encontrado nesta terça-feira (22), na região de Santa Bárbara. O Arcanjo 03, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), localizou os destroços durante um sobrevoo. Os cinco ocupantes morreram. Além de Rick, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto e o copiloto. O helicóptero desapareceu na segunda-feira (21), durante um voo entre Porto Belo, no litoral catarinense, e São Joaquim, na Serra Catarinense.

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Morte de Rick mobiliza operação para retirada dos corpos
A tenente-coronel Heloísa Helena Battisti, comandante do Corpo de Bombeiros, explicou que equipes terrestres já faziam buscas na região antes da localização da aeronave. As características do terreno, porém, dificultaram a chegada ao ponto onde estavam os destroços. “Somente foi possível enxergá-la com o apoio do helicóptero que estava no ar”, afirmou a comandante.
Segundo Heloísa, os bombeiros avaliam as condições do local antes de definir como será feita a retirada dos corpos. A corporação busca uma estratégia que permita realizar o trabalho sem colocar as equipes de resgate em risco.
A região de Santa Bárbara passou a concentrar parte das buscas depois que as equipes delimitaram a área onde houve perda de comunicação com a aeronave. Sinais de celulares dos ocupantes também auxiliaram na definição dos pontos de procura. Veja o momento em que a aeronave é vizualizada;
Caminhada até os destroços pode durar três horas
De acordo com a comandante, o ponto onde estão os destroços fica distante das áreas onde as aeronaves de resgate conseguem pousar. O deslocamento entre o local de pouso e o helicóptero pode levar aproximadamente três horas de caminhada.
O relevo montanhoso, a vegetação fechada e a distância dificultam o transporte dos equipamentos necessários para a operação e a retirada dos corpos. Por isso, os bombeiros ainda avaliam como executar o trabalho.
Até a última atualização, a comandante não havia confirmado se uma equipe terrestre já havia chegado aos destroços. Ela informou, porém, que os profissionais que atuavam por terra mantinham comunicação com a tripulação do Arcanjo 03.
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Corpos serão encaminhados à Polícia Científica
Após a retirada, os corpos serão encaminhados à Polícia Científica para os procedimentos de identificação e exames periciais. As circunstâncias do acidente também serão investigadas. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa da queda do helicóptero.
As buscas mobilizaram cerca de 40 bombeiros, mais de dez viaturas, dois cães de busca e resgate e drones com câmeras térmicas. A Força Aérea Brasileira (FAB) também participou da operação.
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