Mesmo após denúncia, grupo investigado continuava atuando, diz MPMG em nova fase da Operação Hybris
Mandados foram cumpridos em Minas Gerais e na Bahia contra investigados por receptação, adulteração de veículos e comércio de maquinários de origem ilícita
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) voltou às ruas nesta terça-feira (23) para cumprir uma nova etapa da Operação Hybris, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à receptação, adulteração de veículos e comercialização de maquinários de origem ilícita. Segundo o órgão, os investigados teriam continuado praticando crimes mesmo após a primeira fase da operação e o oferecimento de denúncia à Justiça.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas e resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Minas Gerais e na Bahia. Três das prisões ocorreram em cidades mineiras, entre elas Uberlândia e Uberaba. O quarto mandado foi cumprido em território baiano.

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Operação Hybris apura continuidade das atividades criminosas
De acordo com o Ministério Público, a nova fase da investigação foi deflagrada após o surgimento de indícios de que integrantes do grupo continuaram atuando mesmo depois das medidas adotadas na primeira etapa da operação.
Os investigadores apontam que os suspeitos teriam mantido práticas relacionadas à receptação de bens, adulteração de sinais identificadores de veículos, ocultação de patrimônio e comercialização de maquinários supostamente obtidos de forma ilegal. A suspeita é que parte da estrutura criminosa tenha permanecido ativa, utilizando novos mecanismos para dificultar a identificação dos envolvidos e a localização dos bens.
Mandados buscam reforçar conjunto de provas
Além das prisões, a operação teve como objetivo recolher materiais que possam contribuir para o avanço das investigações. Foram alvo das buscas aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, documentos financeiros, registros relacionados a veículos e outros materiais considerados relevantes para a apuração.
Segundo o MPMG, a análise dos itens apreendidos deverá auxiliar na identificação da estrutura da organização, da divisão de tarefas entre os integrantes e da possível participação de novos envolvidos.
Investigação começou com maquinários agrícolas
As apurações tiveram início após a identificação de um esquema relacionado à subtração e receptação de máquinas e equipamentos agrícolas. Com o avanço das investigações, o Ministério Público afirma ter encontrado indícios de atuação em outras frentes criminosas, incluindo adulteração de veículos automotores, transporte e ocultação de bens de origem ilícita.
De acordo com os investigadores, o grupo seria liderado por um homem que já havia sido denunciado anteriormente. Mesmo após as medidas judiciais adotadas no primeiro momento da operação, ele teria continuado coordenando atividades ligadas ao esquema.
Forças de segurança atuaram de forma integrada
A segunda fase da Operação Hybris contou com a participação de equipes da Polícia Militar, Polícia Penal, Gaeco de Uberlândia, Gaeco de Uberaba e do Ministério Público da Bahia. Até o momento, o Ministério Público não divulgou detalhes sobre a identidade dos presos nem informou quais materiais foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados.
As investigações continuam e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Acompanhe no Portal Paranaíba Mais os desdobramentos da Operação Hybris e as principais ações de combate ao crime organizado em Minas Gerais.