Mãe e empresário são indiciados por liderarem rede de abuso infantil
Investigação revela que menina de 12 anos era dopada e agredida antes de ser entregue a abusador; empresário foi preso em flagrante
Rede de abuso infantil é desmantelada no Triângulo Mineiro. A Polícia Civil de Minas Gerais finalizou o inquérito que investigou crimes de natureza sexual contra uma adolescente de 12 anos em Indianópolis (MG). O trabalho foi conduzido pela 16ª Delegacia de Polícia Civil de Estrela do Sul (MG), que abrange a região da comarca. Ao término da apuração, um empresário de 57 anos e a própria mãe da vítima de 36 anos foram indiciados. Ambos permanecem presos e à disposição do Poder Judiciário. As autoridades policiais não divulgaram os nomes completos dos indiciados, apenas as iniciais: empresário V. de P. S e a mãe da criança, A. P. de L.

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Segundo a polícia, os fatos vieram à tona após uma operação conjunta realizada em 24 de janeiro de 2026, com apoio do Conselho Tutelar. Durante a ação, os envolvidos foram localizados em flagrante em uma chácara na região conhecida como “Beira Lago”.
Rede de abuso infantil é desmantelada
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, as investigações apontaram que a mãe da adolescente teria atuado diretamente na intermediação dos encontros. A apuração indica que a vítima era coagida, dopada e agredida pela própria mãe antes de ser entregue para o abusador em troca de pagamentos de até R$ 2.000,00.
Ainda conforme o levantamento policial, a adolescente era submetida a condições que dificultavam qualquer possibilidade de reação, além de sofrer intimidações para que o caso não fosse revelado.
A denúncia ganhou força após a descoberta de uma carta escrita pela própria vítima, na qual ela pedia ajuda a uma colega da escola.
Provas reforçaram indiciamentos
O inquérito foi embasado em diversos elementos reunidos durante a investigação, incluindo exames periciais, análise de mensagens e depoimentos colhidos ao longo do procedimento.
Com base nas evidências, a Polícia Civil oficializou os indiciamentos:
- Empresário, 57 anos: indiciado por crime sexual contra vulnerável
- Mãe da vítima, 36 anos: indiciada por envolvimento na exploração da adolescente
O crime de estupro de vulnerável prevê pena máxima de até 18 anos de reclusão, Já o crime de exploração sexual de vulnerável pode resultar em pena máxima de até 16 anos de reclusão.
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Caso foi encaminhado ao Poder Judiciário
O relatório final foi enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário no dia 30 de janeiro de 2026. A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo foi concluído dentro dos prazos legais.
Em nota, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Placheski Trepiche, destacou a atuação das equipes, “A investigação buscou reunir provas consistentes e garantir que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. ”
Orientação às famílias
A Polícia Civil reforça que situações suspeitas envolvendo violência ou exploração de menores devem ser comunicadas imediatamente às autoridades. Denúncias podem ser feitas de forma anônima.
O caso segue agora sob análise da Justiça.