Mãe denuncia agressão contra criança autista na Apae de Ituiutaba; Polícia Civil investiga o caso

Criança autista teria retornado da instituição com hematomas nas costas; delegado confirmou abertura de inquérito e exames serão realizados

, em Uberlândia

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Uma mãe denunciou que a filha, aluna da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ituiutaba, voltou para casa com hematomas nas costas após passar o dia na instituição, no sábado (06). Segundo o boletim registrado pela família, ao retirar a roupa da criança, a mãe encontrou marcas aparentes de agressão e imediatamente procurou a Polícia Militar, que encaminhou o caso à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Agressão contra criança autista na APAE
Polícia Civil apura denúncia de agressão a criança autista dentro da Apae de Ituiutaba – Crédito: Arquivo Pessoal/Divulgação

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De acordo com o registro policial, ao questionar funcionários da Apae sobre os hematomas, a mãe foi informada de que “nada havia ocorrido” e que a unidade não dispõe de câmeras de segurança nas salas ou áreas internas. O caso agora segue para exame de corpo de delito e apuração de relatos das testemunhas.

Polícia Civil confirma investigação de agressão contra criança autista na Apae

O delegado Rafael Faria, responsável pelo caso, informou que a Polícia Civil instaurou inquérito e já tomou as primeiras medidas para apurar o que aconteceu. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que há indícios de que as agressões possam ter ocorrido dentro da instituição, mas reforçou que a investigação está em andamento.

O delegado também afirmou que o exame de corpo de delito já foi solicitado e que a direção da Apae foi informada. A corporação deve colher depoimentos nos próximos dias e tentar obter imagens de monitoramento disponíveis na instituição.

Mãe acusa APAE de Ituiutaba de agressão contra filha autista
Mãe, identificada como Paula, acusa Apae de Ituiutaba de agressão contra filha autista – Crédito: Arquivo Pessoal/Divulgação

APAE emite nota e diz que está colaborando com a investigação

A Apae de Ituiutaba divulgou uma nota oficial reafirmando seu compromisso com a proteção e o bem-estar dos alunos. A instituição declarou que está com apuração interna e acompanhando o caso junto às autoridades competentes. Também afirmou que medidas rigorosas serão tomadas caso qualquer irregularidade seja comprovada.

Confira a nota da entidade na íntegra:

“A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ituiutaba vem a público reafirmar seu compromisso inegociável com a proteção, o respeito e o bem-estar das pessoas assistidas pela instituição.

Desde o momento em que tomamos conhecimento da denúncia de agressão envolvendo uma de nossas alunas, a diretoria da Apae Ituiutaba tem empenhado todos os esforços para apurar plenamente os fatos e garantir que medidas rigorosas sejam adotadas, incluindo a devida responsabilização dos envolvidos, caso seja comprovada qualquer irregularidade.

Estamos em contato direto com as autoridades competentes, acompanhando o caso e conduzindo uma investigação interna criteriosa. Reforçamos nosso compromisso com a transparência e a ética e asseguramos que nenhuma ação necessária será descartada para que a verdade seja esclarecida e prevaleça a justiça.

A Apae Ituiutaba repudia qualquer forma de violência e seguirá trabalhando para garantir um ambiente seguro, acolhedor e digno para seus alunos e suas famílias. Agradecemos à comunidade e às famílias pelo apoio e confiança. Colocamo-nos à disposição para eventuais esclarecimentos.”

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Câmeras de segurança do local serão analisadas

A Polícia Civil informou que irá colher depoimentos de funcionários e testemunhas, reunir imagens de câmeras externas ou próximas, aguardar o laudo oficial do corpo de delito e analisar como foi a rotina da criança dentro da instituição no dia do ocorrido. O caso segue em investigação.

Espódio de violência infantil não é isolado

Além do caso registrado em Ituiutaba, outro episódio de violência infantil ocorrido este ano em João Pinheiro voltou a acender o alerta para os crimes de maus-tratos. Uma estudante de 8 anos contou à professora que havia sido agredida pela própria mãe com uma mangueira de água após apresentar dificuldade para realizar uma tarefa escolar.