“Liso”: após sete horas no motel, cliente se recusa a pagar conta de quase dois mil em Uberlândia

Cliente tentou pagar dívida com venda do próprio telefone após alegar que valor era injusto; polícia foi chamada, mas ninguém foi preso

, em Uberlândia

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Na noite de quinta-feira (27), a Polícia Militar foi acionada para intervir em uma situação inusitada em um motel localizado no bairro Custódio Pereira, em Uberlândia.

Motel
Amigo filmou a ação da polícia no caso inusitado, em frente ao motel – Crédito: Repdorução/Redes sociais

Um cliente de 31 anos, que havia passado quase sete horas no local com uma garota de programa, recusou-se a pagar o valor total da conta, que chegou a aproximadamente R$ 1.780, incluindo estadia e consumo.

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O homem alegou que o valor cobrado era injusto e tentou negociar um desconto, mas a situação escalou a ponto de a polícia ser chamada para mediar o conflito.

De acordo com o boletim de ocorrência, o cliente havia chegado ao motel por meio de um aplicativo de transporte, e foi informado de que precisaria deixar um caução de R$ 125, para entrar no local.

Após o período de permanência, sua acompanhante deixou o local, e, na hora de acertar a conta, ele não conseguiu pagar o valor integral, e que estaria “liso”. Em meio ao impasse, o homem entrou em contato com um amigo, que era empresário no ramo de celulares, e pediu que ele comprasse seu aparelho para ajudar a quitar parte da dívida.

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O amigo avaliou o celular, constatou que a traseira estava trincada e ofereceu R$ 200 pelo dispositivo. Com esse valor, a dívida foi reduzida para cerca de R$ 1.580, mas ainda restava um saldo significativo.

Segundo relatos, a funcionária do motel já havia sido alertada pela acompanhante de que o cliente não teria dinheiro suficiente para pagar a conta, o que a levou a acionar a polícia preventivamente. Quando a guarnição chegou, as partes foram orientadas sobre seus direitos, mas a situação não evoluiu para uma detenção, já que se tratava de uma questão de natureza civil – um conflito entre consumidor e estabelecimento comercial.

O amigo que comprou o celular deixou o local antes que a ocorrência fosse finalizada, e não ficou claro no boletim como o restante do valor foi quitado. No entanto, há suspeitas de que um familiar do cliente tenha assumido o pagamento da dívida para resolver o problema.

Com informações de Ana Laura Mendes/TV Paranaíba