Homem é indiciado pela morte de amante e filho autista na Grande BH

Filho da vítima ficou sozinho e trancado em sua casa após a morte da mãe e morreu de fome e sede; crimes ocorreram em setembro de 2024

, em Uberlândia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações do feminicídio de uma mulher de 44 anos e a morte de seu filho, de 13, em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os crimes ocorreram em setembro de 2024 e o suspeito, de 37 anos, foi preso na última quinta-feira (18).

Segundo a PCMG, o suspeito do crime, Bruno Alexandre Ferreira, vivia um relacionamento extraconjugal com a vítima, Heddy Lamar de Araújo. O homem matou a companheira e também foi responsabilizado pela morte do filho dela, que era autista e morreu de fome e sede após ficar oito dias trancado sozinho em um quarto, no apartamento onde morava com a mãe.

Suspeito foi preso pela morte de amante e filho autista dela na Grande BH
Suspeito foi preso pela morte de amante e filho autista na Grande BH – Crédito: R7/Reprodução

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

Suspeito foi preso pela morte de amante e filho autista

As investigações apontaram que a mulher saiu de madrugada do apartamento onde morava, no bairro Jardim Guanabara, em Belo Horizonte, no dia em que foi morta. Ela deixou o filho sozinho em casa e trancado.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram que Heddy Lamar solicitou uma corrida por aplicativo e desembarcou em frente a um hospital em BH, onde teria encontrado o suspeito, com quem mantinha um relacionamento amoroso há cerca de dois anos.

O corpo dela foi encontrado oito dias depois, em outubro de 2024, em uma área descampada em Vespasiano. O laudo médico aponta que ela foi asfixiada, mas também apresentava perfurações causadas por objeto cortante.

O corpo de Bernardo Lucas de Araújo só foi localizado após a identificação da mãe. Ao entrarem no apartamento da mulher, os policiais encontraram o adolescente já sem vida. A causa da morte foi inanição – falecimento causado pela privação prolongada de alimentos, resultando na falência do organismo. Segundo a Polícia Civil, o menino era totalmente dependente da mãe para as atividades, como alimentação.

O suspeito negou os crimes durante o depoimento. No entanto, os policiais informaram que ele apresentou versões contraditórias ao longo do interrogatório. Bruno Alexandre foi indiciado por feminicídio e homicídio por omissão, na morte do adolescente.