Golpe com sites falsos do Detran-MG leva à prisão de 12 em operação
Mais de 1.200 pessoas foram vítimas no Brasil, com prejuízo que ultrapassa R$ 20 milhões, segundo a investigação
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (29), a operação “Espelho Turvo” contra um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de sites falsos do Detran-MG e da Secretaria da Fazenda. A fraude causou prejuízo superior a R$ 20 milhões e atingiu cerca de 1.200 vítimas, segundo a investigação.
A operação resultou na prisão de 12 pessoas em Imperatriz (MA) e ocorreu simultaneamente em outros quatro estados. Os envolvidos têm entre 20 e 49 anos.
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Golpe com sites falsos do Detran-MG enganava vítimas
Segundo as investigações, o grupo utilizava sites falsos do Detran-MG e da Secretaria da Fazenda para induzir vítimas a realizar pagamentos via Pix. O dinheiro, no entanto, era desviado para contas controladas pelo grupo.
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Operação ocorreu em cinco estados
Além do Maranhão, a operação foi realizada em:
- Tocantins
- Sergipe
- Bahia
- Santa Catarina
Ao todo, a Justiça expediu:
- 24 mandados de prisão preventiva
- 39 mandados de busca e apreensão
- bloqueio de bens e contas bancárias
Esquema usava empresas de fachada
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava uma estrutura organizada para dificultar o rastreamento dos valores desviados.
As investigações identificaram pelo menos 20 empresas de fachada, além de contas bancárias usadas para movimentar e ocultar o dinheiro obtido com os golpes.
Prisões e flagrante durante a operação
No Maranhão, onde se concentrou a maior parte da ação, os agentes cumpriram 12 mandados de prisão preventiva, todos em Imperatriz.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
Investigação começou em Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais conduziu a apuração por meio de setores especializados no combate a crimes cibernéticos. O trabalho identificou um esquema estruturado de fraudes eletrônicas, com vítimas principalmente em Minas Gerais. No entanto, os envolvidos não residiam no estado mineiro.