Força-tarefa: Irmãos seguem desaparecidos em mata no MA há 11 dias
Crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, junto do primo, que foi encontrado sem roupas no dia 7. Padrasto chegou a ser acusado de ter envolvimento com o caso
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4 anos, seguem desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, há 11 dias. Um força-tarefa tem sido realizada para encontrar as crianças que desapareceram em região de mata no povoado de São Sebastião dos Pretos.

O primo dos irmãos, Anderson Kauã, também desapareceu, mas foi encontrado no dia 7 de janeiro. Durante o seu resgate, a criança de 8 anos estava sem roupas.
Como está o caso até o momento
Até as últimas atualizações sobre o caso, uma força-tarefa estava sendo realizada para encontrar as crianças. Ao menos 600 agentes e voluntários estavam envolvidos nas buscas.

Estão sendo utilizados drones térmicos, cães farejadores e aviões para auxiliar das buscas dos irmãos. Na última semana, o prefeito da cidade, Roberto Costa, ofereceu a recompensa de R$20 mil por informações decisivas nas buscas.
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Investigação após resgate de Anderson
Anderson Kauã foi encontrado sem roupas em uma região do Povoado Santa Rosa, a cerca de 4 km de distância do local original, onde ele desapareceu junto dos primos.
Ele foi encontrado por produtores rurais que passavam pela região e encontraram Anderson no meio da mata. A criança foi internada e segue sob atendimento especializado. As suas roupas foram encontradas por equipes de resgate no meio da mata.

Em razão da situação em que ele foi encontrado, foi iniciada uma investigação para apurar possível violência sexual. Ontem, o Governo do Estado do Maranhão descartou a possibilidade após a criança passar por exames que comprovaram sua integridade física.
O mistério por trás das buscas pelos irmãos
As equipes entraram em uma fase crítica das buscas, após 11 dias de procura pelos irmãos. No dia 11 de janeiro, mais roupas infantis foram encontradas durante a ação da força-tarefa, mas a família negou que sejam dos irmãos.
Ao longo do desaparecimento, algumas hipóteses foram levantadas sobre o que aconteceu com as crianças. O padrasto dos irmãos chegou a ser acusado de envolvimento com o caso, após ter comprado passagens e sair da cidade no dia do desaparecimento.
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Ele negou as acusações e comprovou que a viagem se tratava de trabalho. O padrasto acredita que os irmãos tenham sido levados por outras pessoas, enquanto brincavam na mata.