Ex-patrão é apontado como mandante na morte de empresário em Uberlândia
Segunda fase da investigação esclarece sobre homicídio do empresário do ramo de piscinas, motivado por disputa comercial e ação trabalhista
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A morte de Douglas Vieira Silva, de 28 anos, registrada em setembro deste ano, teve novos desdobramentos nesta quinta-feira (18). A Polícia Civil (PC) deflagrou a 2ª fase da Operação Faenza e prendeu quatro pessoas diretamente ligadas à execução do homicídio, avançando no esclarecimento da motivação e da dinâmica do crime em Uberlândia. Entre os presos estão o ex-chefe da vítima, também empresário da cidade e apontado como mandante do homicídio, e um primo de Douglas, que trabalhava para o ex-patrão e teria sido um dos executores. Há dois meses, outras três pessoas já haviam sido presas, o que eleva para sete o total de detidos no âmbito da operação.
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Em entrevista, o delegado Carlos Fernandes, responsável pela investigação, afirmou que a operação foi concluída com 100% de êxito, após meses de apurações técnicas, quebras de sigilo e cruzamento de informações. Segundo ele, as prisões atingem o núcleo da execução do homicídio, incluindo o mandante, o atirador e outros dois participantes diretos.
Morte do empresário da loja de piscinas em Uberlândia teve motivação comercial
De acordo com a Polícia Civil, a investigação revelou que o crime teve motivação torpe, diretamente relacionada a uma disputa comercial e jurídica. A vítima havia ingressado com uma ação trabalhista poucos dias antes de ser assassinada e, além disso, havia aberto uma loja própria, tornando-se concorrente direto do mandante.
“Identificamos o atirador, o mandante e mais duas pessoas que participaram diretamente do homicídio. A motivação está ligada à ação trabalhista e à concorrência comercial”, explicou o delegado Carlos Fernandes.
As apurações apontaram ainda que Douglas Vieira era ex-funcionário do mandante (empresário do ramo de piscinas), o que agravou o contexto do crime. Segundo a polícia, três dos quatro presos mantinham vínculo direto com a empresa do mandante, prestando serviços ou atuando em seu entorno profissional. Um dos envolvidos presos é parente próximo, primo da vítima por parte de mãe, o que tornou o caso ainda mais sensível.
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Prisões, buscas e avanço das investigações
As prisões realizadas nesta fase são temporárias, com prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogadas por igual período. Paralelamente, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em dez endereços, além de determinar quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, medidas que devem reforçar o conjunto probatório.
Apesar dos avanços, a arma utilizada no crime, uma pistola calibre 9mm, ainda não foi localizada. Segundo o delegado, foram efetuados nove disparos, número superior ao inicialmente divulgado nas primeiras fases da apuração.
“A investigação não acabou. Ainda estamos recebendo dados de operadoras de telefonia e instituições financeiras, que serão analisados com cautela antes do envio do inquérito à Justiça”, destacou.
Execução de Douglas Vieira foi planejada
A PC informou que a operação foi cuidadosamente planejada para evitar riscos. Durante as abordagens, não houve resistência por parte dos investigados, nem necessidade de uso de força ou disparos. “O êxito da investigação também se mede pelo fato de não termos tido confronto. Foi uma operação técnica, segura e pacífica”, ressaltou o delegado.
Até o momento, a polícia não vislumbra a participação de novos envolvidos, mas não descarta totalmente essa possibilidade caso surjam novos elementos durante a análise das provas.
Empresa do investigado segue funcionando
Questionado sobre a situação da empresa ligada ao mandante, o delegado esclareceu que não há impedimento legal para o funcionamento do estabelecimento. Questões administrativas e societárias devem ser resolvidas pela família ou representantes legais, sem interferência direta da investigação criminal.
A Operação Faenza, nome dado em referência à empresa criada pela vítima, marca um passo decisivo no esclarecimento da morte de Douglas Silva mas, segundo a PC, o caso só será considerado concluído após o encerramento total do inquérito e o indiciamento formal dos envolvidos.
A investigação segue em andamento, e novos desdobramentos podem ser divulgados nos próximos dias.