Emboscada que matou PM em Campo Belo termina com mortos, presos e armas apreendidas

PM afirma que ataque foi motivado pela atuação do militar no combate ao crime organizado; operação já resultou em cinco presos, dois suspeitos mortos e apreensão de três armas

, em Uberlândia

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A Polícia Militar informou nesta quinta-feira (5) que prendeu cinco pessoas e apreendeu três armas de fogo durante as operações realizadas após o assassinato do policial militar Rodrigo da Silva Pereira, de 40 anos, em Campo Belo, no Sul de Minas. Segundo a corporação, dois suspeitos também morreram em confrontos com equipes policiais durante as diligências.

De acordo com o major Marcos Paulo, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, as equipes foram acionadas por volta das 19h de quarta-feira (4) após a informação de que um sargento havia sido baleado. Viaturas da região foram mobilizadas imediatamente, com apoio de policiais de outras cidades e uso de tecnologias de rastreamento para identificar os envolvidos.

Polícia Militar detalhou, durante coletiva nesta quinta-feira (5), as prisões e confrontos registrados nas operações após o assassinato do policial militar em Campo Belo – Crédito: PMMG/Reprodução

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As investigações iniciais levaram à identificação de dois suspeitos diretamente ligados ao atentado. Um deles foi preso com a arma usada no crime. Posteriormente, outra pessoa associada ao grupo criminoso indicou o local onde estaria um segundo suspeito. Durante a abordagem policial, segundo a PM, o homem reagiu armado e houve confronto. Ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu.

Ainda conforme a corporação, outras prisões ocorreram ao longo das diligências, envolvendo pessoas ligadas ao grupo responsável pela emboscada.

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Segundo a Polícia Militar, os próprios suspeitos detidos relataram que o ataque foi motivado pela atuação do policial no combate ao crime em Campo Belo.

“Era um militar muito atuante, que já havia tirado muitos criminosos de circulação. Em razão dessa atuação, atentaram contra a vida dele”, afirmou o major Marcos Paulo.

A PM também informou que o atentado teria sido planejado por um grupo criminoso que atua na cidade e está envolvido em crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, contrabando e homicídios. Tropas de Belo Horizonte e de diversas cidades do Sul de Minas seguem mobilizadas para localizar outros possíveis envolvidos.

Entre os suspeitos identificados, um dos presos é apontado como o condutor da motocicleta usada na ação criminosa. O outro ocupante do veículo, que teria efetuado os disparos, está entre os mortos durante as operações policiais.

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O crime

O policial militar Rodrigo da Silva Pereira foi morto a tiros na noite de quarta-feira (4), por volta das 19h30, quando chegava próximo à própria residência em Campo Belo.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro conduzido pela vítima trafegava em baixa velocidade quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam em direção ao veículo. O militar teria sido atingido por pelo menos dois tiros.

Viaturas da Polícia Militar e equipes do Samu foram acionadas, mas Rodrigo não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O policial atuava na Seção de Inteligência da 161ª Companhia do 8º Batalhão da Polícia Militar. Ele era casado e deixa dois filhos.

A perícia da Polícia Civil esteve no local para coletar vestígios e analisar a cena do crime. O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames de necropsia.

Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos no assassinato. “A PCMG não medirá esforços para a completa elucidação do caso”, afirmou a instituição.