Comerciantes de adega em Passos relatam agressões e ameaças de PMs
Vítimas foram agredidas fisicamente após fiscalização por perturbação do sossego; família afirma que policiais tentaram apagar imagens de câmeras de seguraça
Uma abordagem da Polícia Militar em uma adega no bairro Aclimação, em Passos, motivada por uma denúncia de perturbação de sossego terminou em denúncias de agressão física e ameaças. Imagens do circuito interno de segurança registraram parte da ação na última sexta-feira (12).
Segundo o relato, a PM compareceu ao estabelecimento em um primeiro momento para solicitar os documentos do alvará e colher informações sobre o horário de funcionamento. Mais tarde, os militares teriam retornado ao local e determinaram o fechamento imediato do comércio, e durante um desentendimento as agressões aconteceram.
Veja o vídeo:
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Nas imagens é possível ver o momento em que um dos policiais desfere um golpe no rosto do comerciante, que cai no chão e logo é rendido. A mãe dele, de vinho, após tentar conter a situação, recebe um mata-leão de outro militar no local.
Menor de idade também teria sido agredida
Durante a confusão, a noiva do comerciante, uma adolescente de 17 anos, teria começado a filmar a conduta dos policiais com o próprio celular. De acordo com a denúncia das vítimas, ela também foi agredida por um dos militares, que tomou o aparelho de suas mãos à força e apagou os arquivos de vídeo.
O comerciante ainda teria sido levado na viatura e conduzido à delegacia para assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e liberado em seguida. Os familiares ainda relataram que ele teria sido ameaçado durante a abordagem.
“Não temos mais psicológico”, desabafa mãe após suposta coação por HD
A mãe do comerciante mandou um vídeo à produção da TV Paranaíba e relatou que mesmo após o fechamento da adega, os policiais tentaram forçá-la a apagar os registros gravados no HD do sistema de segurança. “Estou com medo, me sentindo ameaçada. Temo pela vida e pela integridade física do meu filho pela forma como fomos tratados. Inclusive, depois das agressões, fechando a adega, fui novamente agredida por quererem me obrigar a apagar os HDs das câmeras. Queremos justiça”, desabafou a comerciante.

Diante do trauma provocado pela violência da abordagem, a mulher relatou que pretende encerrar as atividades de adega em Passos. “Vamos fechar a adega porque não temos mais psicológico. Desde que abrimos, é esse problema. Fizemos tudo o que foi exigido. Sou uma pessoa íntegra e honesta, não precisava passar por isso e acho que existem outras formas de resolver. Queria entender por que fui tratada dessa forma. A gente não é bandido, a gente trabalha”, lamentou.
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Polícia Militar monitorou adega em Passos no fim de semana
Os comerciantes alegaram ainda que a coação continuou no fim de semana, quando três viaturas teriam retornado à porta do estabelecimento, filmando a fachada e proferindo ameaças verbais de que o empresário “estaria ferrado”.
A equipe do Paranaíba Mais tentou contato por ligação com o 12º Batalhão de Passos, sem sucesso. Também foi solicitada uma nota à Polícia Militar de Minas Gerais, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.
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