Caso Euclides: defesa contesta prisões e diz que investigados vão se apresentar à polícia

Advogados afirmam que decretos de prisão causaram surpresa e garantem que suspeitos não pretendem fugir; investigação segue sob sigilo em Uberlândia

, em Uberlândia

As investigações sobre a morte de Euclides de Oliveira, de 62 anos, tiveram um novo desdobramento nesta quarta-feira (17). Em nota encaminhada à imprensa, a defesa de quatro investigados afirmou ter recebido com surpresa as decisões judiciais que determinaram as prisões e informou que trabalha para viabilizar a apresentação daqueles que ainda não foram localizados pelas autoridades.

Segundo os advogados, dois investigados já estão presos, enquanto outros dois seguem com mandados de prisão em aberto. A defesa sustenta que nenhum deles teria demonstrado intenção de fugir ou de dificultar o andamento das investigações.

Quatro investigados, tiveram prisão em flagrante convertida em preventida – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

A manifestação ocorre um dia após a localização do corpo atribuído a Euclides e em meio ao avanço das apurações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Uberlândia, que busca esclarecer a dinâmica do crime e a participação individual de cada investigado.

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Caso Euclides: defesa afirma que suspeitos não pretendem fugir

No comunicado, os advogados sustentam que os investigados nunca demonstraram intenção de fugir ou dificultar o trabalho das autoridades.

A defesa informou ainda que mantém diálogo com a Polícia Civil para viabilizar a apresentação voluntária dos suspeitos procurados.

Segundo a nota, o procedimento deverá ocorrer de forma coordenada e dentro dos parâmetros legais. “A defesa técnica reafirma seu compromisso com a legalidade, com a verdade dos fatos e com a ampla defesa, confiando que todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas no curso do processo”, diz trecho do documento.

Os advogados também afirmaram que, neste momento, não farão novas manifestações públicas em razão do sigilo das investigações.

Veículos e compra de materiais seguem no foco da apuração

A Polícia Civil continua reunindo provas para esclarecer a dinâmica do crime e individualizar a participação de cada investigado. Entre os elementos analisados estão veículos que teriam sido utilizados no transporte da vítima e a aquisição de materiais de construção realizada após o desaparecimento de Euclides.

Fiorino usada no crime foi encontrada em residência do investigado – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

Segundo informações já apresentadas pela investigação, uma Fiat Fiorino vinculada a um dos investigados aparece em imagens e levantamentos realizados pela polícia. Outro suspeito também é citado em investigações relacionadas à compra de materiais de construção que podem ter sido utilizados na tentativa de ocultação do corpo. A corporação ainda não concluiu o inquérito e mantém parte das informações sob sigilo.

Corpo segue no IML à espera de identificação genética

O corpo encontrado durante as buscas permanece no Instituto Médico-Legal (IML) de Uberlândia. Embora a Polícia Civil afirme não ter dúvidas de que se trata de Euclides de Oliveira, a confirmação oficial depende da conclusão do exame de DNA.

O material genético será analisado em Belo Horizonte, mas ainda não há previsão para divulgação do resultado. Enquanto aguarda a identificação formal, a investigação segue concentrada na coleta de depoimentos, análise de celulares, imagens de câmeras de segurança e demais provas que possam esclarecer todos os detalhes do crime.

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Relembre o caso

Euclides de Oliveira desapareceu no dia 8 de junho após ser levado à força por criminosos em frente à própria residência, no bairro Tibery, em Uberlândia. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido submetida a um chamado “tribunal do crime” promovido por integrantes de uma facção criminosa. A motivação apontada pelos investigadores seria uma acusação feita por familiares de uma criança.

A Polícia Civil destacou, entretanto, que não existe boletim de ocorrência, denúncia formal, investigação policial ou qualquer prova que comprove a acusação atribuída à vítima. As investigações continuam em andamento.

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