Caso Daiane Alves: defesa diz que confissão surpreendeu advogados
Advogado afirma que confissão não foi comunicada à defesa, questiona circunstâncias da prisão temporária e diz que só vai se posicionar após acesso completo ao inquérito
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A defesa do síndico no caso Daiane Alves afirmou que foi surpreendida com a prisão de Cléber Rosa de Oliveira, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (28), em Caldas Novas (GO). Segundo o advogado Luiz Fernando Isidoro, responsável pelo caso, o cliente não era tratado formalmente como suspeito até o avanço recente da investigação.
De acordo com o defensor, a prisão temporária aconteceu sem aviso prévio à defesa. “Foi uma surpresa. Até então, não havia nenhum apontamento formal contra ele dentro do inquérito”, afirmou.

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Advogado diz que confissão não foi comunicada à defesa
Durante entrevista, o advogado declarou que a defesa tomou conhecimento da suposta confissão apenas pela imprensa. Segundo ele, não houve acompanhamento jurídico no momento em que Cléber teria indicado à polícia o local onde o corpo foi encontrado.
“O que sabemos até agora chegou até nós por meio da mídia. A defesa ainda vai avaliar em que condições essa confissão ocorreu”, disse Luiz Fernando Isidoro, destacando que irá verificar se todos os direitos legais do investigado foram respeitados.
Defesa contesta número de processos citados na investigação
Outro ponto abordado pela defesa do síndico no caso Daiane Alves foi o histórico de conflitos entre Cléber e a vítima. O advogado afirmou que não existem 12 processos ativos, como foi divulgado anteriormente.
Segundo ele, há quatro ações em andamento, sendo três em que Cléber figura como autor e uma em que Daiane aparece como autora. Os processos, conforme explicou, envolvem questões administrativas e conflitos ligados às regras do condomínio, e não crimes graves.
Conflitos, segundo a defesa, eram administrativos
Ainda conforme o advogado, os desentendimentos entre as partes ocorreram por supostas infrações às regras do condomínio, como falhas no cadastramento de hóspedes em imóveis alugados.
“A atuação do síndico se deu no exercício da função administrativa, aplicando sanções previstas no regimento interno”, afirmou. A defesa também negou que haja provas de que Cléber tenha desligado água, energia ou internet do apartamento de Daiane.
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Prisão é temporária e defesa avalia habeas corpus
O advogado explicou que a prisão decretada é temporária, com prazo inicial de 30 dias, e ainda não foi convertida em preventiva. Segundo ele, a defesa aguarda acesso integral ao inquérito policial para definir os próximos passos.
“Nosso foco agora é analisar se essa prisão cumpre todos os requisitos legais. A partir disso, vamos avaliar a possibilidade de um habeas corpus”, disse Luiz Fernando Isidoro. Ele confirmou ainda que também representa o filho de Cléber, Maykon Douglas de Oliveira.
Defesa aguarda acesso ao inquérito
Segundo o advogado, Cléber não prestou depoimento formal após a prisão, e a defesa ainda não teve acesso completo às decisões judiciais que fundamentaram a medida. “A partir do momento em que tivermos acesso total aos autos, poderemos nos manifestar com mais precisão”, concluiu.