Caso Catarina: morte é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil

A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento para investigar o caso; namorado, alvo da operação, passou por audiência de custódia

, em Uberlândia

A morte de Catarina Andrade, de 28 anos, durante operação realizada na quarta-feira (17), em Araguari, está sendo investigada pela Corregedoria da Polícia Civil. Segundo uma fonte da corporação, os policiais envolvidos no caso e uma testemunha, que estava dentro da residência no momento da morte, tiveram os depoimentos coletados.

O namorado da vítima, de 26 anos, que era alvo da operação teve prisão mantida após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (18). Ele teria passagens por porte e posse ilegal de arma de fogo, uso de drogas e comércio ilegal de arma de fogo.

Catarina Andrade
Catarina Andrade, de 28 anos, foi morta durante operação – Crédito: Redes Sociais/Reprodução

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Local da morte estava escuro

De acordo com a fonte da corporação, uma testemunha que atuava na operação informou que a equipe teria entrado na residência, gritando e se identificando como policiais. No momento da abordagem, o local estaria escuro e dificultando a visão.

Assim que os policiais se direcionaram ao quarto da casa, Catarina teria saído correndo e gritando em direção aos agentes. Segundo afirma essa testemunha, a jovem teria se aproximado da equipe, em uma distância em que seria possível que ela conseguisse pegar a arma de um dos policiais.

Ainda de acordo com o relato, devido à escuridão e à fração de segundos em que toda a situação aconteceu, sem saber identificar quem estava se aproximando e se estava armado, o policial teria tomado a decisão de realizar o disparo na intenção de proteger a equipe.

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Segundo a fonte, o desenrolar desses fatos ainda teria sido confirmado por uma outra testemnha, que já estaria dentro da residência no momento da abordagem policial.

As informações seguem a versão da única nota emitida pela Polícia Civil até o momento, na quarta-feira (17), a qual informava que “um policial civil, devidamente uniformizado, resistiu à tentativa de arrebatamento de sua arma de fogo, praticado por uma mulher, de 28 anos. O policial efetuou um disparo contra a moradora“.

Por outro lado, a versão relatada pela fonte contradiz a testemunha que teria informado à TV Paranaíba, durante apuração da reportagem no local do caso, que Catarina não estaria próxima do policial no momento do disparo.

Catarina não estaria despida e teria sido atingida no pescoço

A fonte da corporação ainda relatou que Catarina não estaria despida no momento da ação. Essa informação também contradiz os relatos dados à TV Paranaíba, que destacavam que a jovem teria sido surpreendida pelos militares enquanto estava despida e dormindo.

Em continuidade ao relato, a fonte também informou que a jovem teria sido atingida no pescoço pelo disparo realizado pelo policial. Sobre seu estado de saúde no local no dia do caso, a Polícia Civil informou que a jovem foi “imediatamente socorrida e encaminhada à UPA, onde faleceu“.

cemitério bom jesus
Jovem foi sepultada no cemitério Bom Jesus – Crédito: TV Paranaíba/Reprodução

Contudo, relatos de familiares obtidos pela equipe da TV Paranaíba no dia do sepultamento de Catarina apontam que a jovem já saiu do imóvel sem vida. No momento da retirada do corpo, um dos familiares chegou a questionar uma policial civil: “O que fizeram? Mataram a menina?”, ao que a agente teria respondido que não havia sido ela a autora do disparo e confirmando a morte.

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