Brasilândia de Minas decreta situação de emergência
Nível do Rio Paracatu chegou a quase 8 metros e atingiu áreas urbanas e rurais; 90 famílias enfrentam dificuldades para sair de casa
A Prefeitura de Brasilândia de Minas, no Noroeste de Minas, decretou situação de emergência em todo o município após o nível do Rio Paracatu atingir a cota de inundação por causa das chuvas intensas dos últimos dias.
Segundo a Defesa Civil, o volume acumulado neste período chuvoso já ultrapassa 420 milímetros. Próximo à ponte da rodovia, o rio chegou a quase 8 metros de profundidade, mais de 5 metros acima do nível normal, provocando alagamentos e prejuízos tanto na cidade quanto na zona rural.
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A declaração de situação de emergência permite que o município solicite apoio dos governos estadual e federal para ações de resposta e reconstrução, caso seja necessário.
90 famílias enfrentam dificuldades
Uma estrada que dá acesso a três assentamentos de reforma agrária ficou comprometida pelas chuvas, dificultando a passagem de moradores. No local vivem cerca de 90 famílias, que dependem da via para trabalhar, buscar atendimento médico, fazer compras e transportar produção rural.

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Além dos assentamentos, a estrada também atende uma empresa de produção de carvão e áreas de reflorestamento.
Na área urbana, seis casas foram atingidas pela água. Já na zona rural, diversas propriedades próximas ao Rio Paracatu sofreram danos, incluindo destruição de plantações e prejuízos ambientais.
Danos estruturais e prédio desabado
De acordo com a Defesa Civil, ao longo do último mês foram registrados diversos prejuízos causados por enxurradas e alagamentos.
Entre os principais danos estão:
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água invadindo residências
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ventos arrancando telhados
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infiltrações em prédios públicos
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ruas com pavimentação danificada
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estradas rurais intransitáveis durante as chuvas
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bueiros e pontes antigas comprometidos
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desabamento de um prédio comercial no centro da cidade
Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro de vítimas fatais.
Entenda o que provocou as chuvas
Segundo a Defesa Civil, o fenômeno está ligado à formação de sistemas meteorológicos típicos do verão, como a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), conhecida como “rios voadores”.
O aumento das temperaturas intensifica a evaporação da água, formando grandes nuvens carregadas que provocam tempestades fortes, com chuva intensa, ventos e raios.
O período chuvoso deve seguir até o fim de março, e a cidade permanece em monitoramento constante.
Aulas adiadas
Diante do cenário, o início das aulas foi adiado para o dia 3 de março. A decisão foi tomada porque as estradas rurais não oferecem segurança para o transporte escolar neste momento.

A Defesa Civil informou que segue de plantão 24 horas por dia e reforça que a população deve evitar áreas próximas ao rio enquanto o nível da água permanecer elevado.