Avó é presa por “vender” as próprias netas ao piloto preso por pedofilia
As investigações apontam para dezenas de vítimas e para uma rede de exploração sexual e pornografia infantil
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Uma mulher de 55 anos foi presa por vender as três netas para o piloto de avião preso por pedofilia, nesta segunda-feira (9). Na operação, outra mulher também foi detida por fazer o mesmo com a própria filha. O piloto foi pego pela polícia no Aeroporto de Congonhas, suspeito da prática de pedofilia e de ser o líder de uma rede de exploração sexual de menores.

Nesta manhã, duas mulheres também foram presas. Uma delas, de 55 anos, sob a suspeita de “vender” três netas (de 10, 12 e 14 anos) para o piloto preso por pedofilia. A outra mulher, uma mãe que também é suspeita de ceder a própria filha ao criminoso, sabia dos abusos e auxiliava o homem, mandandando fotos e vídeos da menina.
“Ele [piloto] e a avó estão em prisão temporária. A nossa surpresa foi a outra vítima. Descobrimos na casa desta mãe que ela também sabia o que estava acontecendo. A mãe está sendo presa em flagrante por armazenar e transmitir esse material”, revelou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Os crimes que o piloto preso por pedofilia é acusado
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a operação “Apertem os Cintos”, deflagrada na manhã desta segunda (9), foi o resultado de uma investigação de 3 meses, e que aponta o piloto preso por pedofilia como o líder de uma rede de exploração sexual e pornografia infantil.
“Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas, ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada.
De acordo com a polícia, dez vítimas foram identificadas mas há dezenas de outras crianças em fotos e vídeos armazenados no celular do piloto preso por pedofilia. Os investigadores apontam que, até o momento, evidências apontam que os crimes estariam integrados a uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, “com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos”.
Para conseguir acesso às meninas, o criminoso utilizava diferentes formas de abordagem. Uma delas consistia em entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. A essas mulheres, ele dizia ter interesse específico em crianças, embora afirmasse que poderia se relacionar com adultas como forma de chegar às menores.
Quando recebia fotos e vídeos das futuras vítimas, fazia pagamentos às responsáveis, com valores de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Além disso, o piloto preso por pedofilia comprava medicamentos para a família, ajudava no pagamento de aluguéis e chegou a adquirir um aparelho de televisão.
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A prisão
A prisão do suspeito ocorreu dentro de um avião, no Aeroporto de Congonhas, por, segundo a Polícia, ser a alternativa mais eficiente para localizá-lo. A rotina profissional como piloto dificultava abordá-lo em casa, localizada no município de Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo. Diante disso, os investigadores solicitaram à companhia aérea a escala de trabalho e identificaram que ele realizaria um voo na data da ação.
Durante o depoimento, o homem relatou que é casado pela segunda vez e possui filhos do primeiro relacionamento. A atual companheira, que atua como psicóloga, compareceu à delegacia após a prisão e demonstrou profundo abalo ao tomar conhecimento do caso. De acordo com a delegada Ivalda, ela desconhecia completamente as condutas criminosas atribuídas ao marido.
A polícia informou que o inquérito continua em andamento e que outras possíveis vítimas ainda serão procuradas para prestar esclarecimentos.
A empresa aérea na qual o piloto preso por pedofilia trabalhava se pronunciou, dizendo que esta ciente do ocorrido, que o vôo não foi prejudicado e que está contribuindo diretamente com as investigações. Leia a nota na íntegra:
A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.
A LATAM está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta.