Após incêndio na UFPE, governo prevê R$ 28 milhões para reconstrução e prorroga bolsas de pesquisa
Novo prédio terá 7 mil m² e custo estimado em R$ 28 milhões; MEC também prevê reposição de equipamentos e prorrogação de bolsas para pesquisadores afetados pelo incêndio
Um novo prédio de R$ 28 milhões será construído para substituir os laboratórios atingidos pelo incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife. O governo federal também anunciou a prorrogação de bolsas de pesquisa e alternativas para que estudantes de mestrado e doutorado continuem os trabalhos interrompidos pelo fogo.
A nova estrutura terá cerca de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área do prédio atingido. Segundo a universidade, aproximadamente 200 dissertações estavam em desenvolvimento nos laboratórios afetados.
As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (8), durante uma visita do ministro da Educação, Leonardo Barchini, ao campus. A reconstrução, no entanto, depende da conclusão da perícia e das investigações sobre as causas do incêndio.
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Novo prédio da UFPE terá mais que o dobro da área atingida
O edifício que pegou fogo abrigava laboratórios de diferentes áreas da ciência. A estrutura tinha 2.967 m², distribuídos em três pisos, e funcionava no antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), no Campus Recife.
O novo espaço terá aproximadamente 7 mil m². De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o projeto executivo já está disponível, mas as obras só devem começar após a conclusão da perícia e das investigações.
Além da construção, o governo prevê a reposição dos equipamentos danificados. O MEC deverá articular a medida com outros ministérios que mantinham pesquisas e atividades nos laboratórios.
Ainda não foram detalhados o cronograma completo da obra nem o prazo para que os pesquisadores voltem a utilizar uma estrutura definitiva.
Bolsas serão prorrogadas para pesquisadores afetados
Os pesquisadores que tiveram projetos interrompidos pelo incêndio poderão contar com a prorrogação das bolsas pelo período necessário à continuidade dos trabalhos. A medida será executada pelo MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Estudantes de mestrado e doutorado também poderão continuar suas pesquisas em instituições brasileiras ou estrangeiras, em parceria com a UFPE.
A iniciativa busca evitar que os danos à infraestrutura comprometam a formação acadêmica e o andamento dos projetos científicos.
A universidade informou ainda que disponibilizou apoio psicológico e outros serviços de assistência para estudantes e pesquisadores afetados.
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Laboratórios atingidos atuavam em áreas como genética e fármacos
No prédio atingido pelo fogo funcionavam laboratórios de fármacos, genética, informática e inovação terapêutica, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (Nupit).
O núcleo teve participação durante a pandemia de Covid-19, quando realizou exames para mais de 130 municípios.
Após o incêndio, a UFPE iniciou um levantamento para dimensionar os danos aos equipamentos, materiais, dados e pesquisas desenvolvidas no local. A extensão dos prejuízos científicos ainda depende dessa avaliação.
Polícia Federal investiga o que provocou o incêndio
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para identificar as causas do incêndio e reconstruir como o fogo começou e se espalhou.
Os primeiros trabalhos de investigação e perícia começaram nesta quinta-feira (8). Como as condições estruturais do prédio ainda não permitem a entrada dos peritos, as equipes fizeram um levantamento inicial com o auxílio de um robô e de um drone.
O Instituto Nacional de Criminalística (INC) também foi acionado para reforçar os trabalhos periciais.
Até a conclusão da investigação, não há definição sobre a origem do fogo.
Ministro visita área atingida pelo fogo
Durante a visita à UFPE, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, se reuniu com o reitor da universidade, Alfredo Gomes, e representantes da Polícia Federal.
Barchini afirmou que o governo federal pretende reduzir os prejuízos à comunidade acadêmica, especialmente aos estudantes, professores e cientistas que desenvolviam pesquisas no prédio.
As medidas anunciadas incluem a construção da nova estrutura, a reposição de equipamentos e o apoio à continuidade das pesquisas. Enquanto as investigações avançam, a universidade trabalha para avaliar os danos e encontrar alternativas para manter os projetos científicos em andamento.
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