Adolescente que mordeu colega relatou abuso sexual meses antes; entenda o caso
Ataque em condomínio em Uberlândia pode ter ligação com denúncia de estupro feita por jovem meses antes; Polícia Civil investiga o caso
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A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a instauração de um inquérito policial para apurar os desdobramentos de um caso envolvendo duas adolescentes em Uberlândia. De acordo com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o procedimento está sob sigilo.
O caso ganhou repercussão no último domingo (29), após uma adolescente ser agredida dentro de um condomínio da cidade. A autora das agressões é outra jovem, de 16 anos, que havia registrado um boletim de ocorrência em maio deste ano relatando ter sido vítima de abuso sexual durante uma festa ocorrida em fevereiro.
Em maio deste ano, a adolescente procurou a polícia para denunciar o abuso. Quatro meses depois, neste domingo (29), a família dela entrou em um condomínio em Uberlândia e agrediu uma das testemunhas do caso. A vítima dos ataques, também menor de idade, precisou de pontos no rosto após ser mordida e espancada.
Em entrevista ao Paranaíba Mais, os familiares da jovem (que relatou ter sofrido abuso sexual no início do ano) se manifestaram sobre o contexto da violência ocorrida no último domingo.
Segundo eles, ocorreram algumas tentativas frustradas de diálogo. A família afirmou que tentou múltiplas vezes entrar em contato com os responsáveis pela outra adolescente, mas foi ignorada.
O confronto teria começado quando mãe e filha foram ao condomínio para conversar, mas, ao verem o portão se abrir, acabaram agindo “no calor do momento” e cometeram os atos de violência, a família nega que a agressão tenha sido planejada.
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Entenda o caso
O desenrolar dos fatos que resultaram na agressão do último domingo, em Uberlândia, envolve denúncias graves. Veja a cronologia:
- Início de 2025 (fevereiro/março): a adolescente de 16 anos, posteriormente agressora, relata ter sido vítima de abuso sexual durante uma festa, ocorrida na casa de uma amiga, após consumir bebidas alcoólicas. Ela alega que um conhecido se aproveitou de sua embriaguez. A jovem também afirma a existência de um vídeo do ato, que estaria circulando na escola.
- Versão da testemunha: a amiga que hospedou o encontro apresenta uma versão divergente, afirmando que a suposta vítima entrou no quarto com o acusado “por livre e espontânea vontade” e que não estava embriagada.
- Maio de 2025: a adolescente que alega abuso procura a polícia e registra um boletim de ocorrência formalizando a denúncia de abuso sexual.
- Maio a junho de 2025: familiares da jovem que denunciou o abuso, afirmam ter tentado contato com os responsáveis pela outra adolescente (a testemunha) para dialogar, mas teriam sido ignorados.
- Domingo, 29 de junho de 2025: a situação escala para violência. Por volta das 17h20, a família da adolescente que denunciou o abuso invade um condomínio em Uberlândia.
- Agressão: dentro do condomínio, a jovem que alega ser vítima de abuso e sua mãe atacam fisicamente a adolescente que é testemunha do caso de estupro. A mãe agride com socos, chutes e chineladas, enquanto a própria adolescente morde o rosto da testemunha, causando um corte profundo na sobrancelha que necessita de pontos. Uma mulher que tenta intervir é empurrada pela mãe.
- Intervenção policial: a PM é acionada e leva a jovem agredida, com sangramento intenso, para um hospital de Uberlândia.
- Ações legais: o condomínio emite nota, confirmando a invasão e disponibilizando imagens para a investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirma a instauração de um inquérito policial para apurar os desdobramentos do caso de agressão. O caso do suposto abuso sexual depende de provas como exames médicos, depoimentos e a possível existência do vídeo.
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Próximos passos
A família da menor envolvida na agressão pode responder por lesão corporal, ameaça e invasão de propriedade. Já o desdobramento do caso do suposto abuso sexual dependerá de provas substanciais, como exames médicos, depoimentos e a confirmação da existência do vídeo mencionado.
Com informações de Julia Coêlho