Acusada de matar companheiro esfaqueado em Araguari deixa prisão com medidas cautelares
Decisão considerou contexto de violência doméstica, histórico de agressões sofridas pela mulher e o fato de ela ter buscado socorro para a vítima
A Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória à mulher de 20 anos investigada pela morte do companheiro, Lucas Rayander dos Santos, de 28 anos.
O crime ocorreu na madrugada do último sábado (19), na Alameda Divonete Santiago, no bairro Palmeiras do Império, em Araguari.
Embora tenha homologado a prisão em flagrante por homicídio simples, o magistrado indeferiu o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e determinou a soltura da investigada com dispensa de fiança e aplicação de medidas cautelares.

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Agressões prévias e busca por socorro
Ao analisar o caso, o juiz destacou que o fato ocorreu em um contexto de discussão doméstica causada por ciúmes possessivos e de violência doméstica prévia contra a investigada.
Uma testemunha ouvida pela polícia confirmou que a investigada sofria agressões físicas frequentes e ameaças de morte por parte de Lucas. Logo após a prisão, a mulher precisou de atendimento médico de emergência na UPA de Araguari devido a lesões do confronto físico.

A decisão também ressaltou o comportamento colaborativo de jovem após o golpe de faca: ao perceber o ferimento do companheiro, ela correu para a rua, pediu ajuda a vizinhos e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), aguardando as autoridades no local sem oferecer resistência.
Além disso, a Justiça levou em consideração o fato de a autuada ser primária, ter bons antecedentes, residência fixa, trabalho formal e ser a única responsável pelo sustento e cuidado de dois filhos pequenos, de 3 e 5 anos.
Medidas cautelares impostas
Para responder ao processo em liberdade, a investigada deverá cumprir as seguintes condições estabelecidas pelo juízo:
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Comparecimento periódico em Juízo a cada 3 meses para justificar suas atividades;
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Proibição de se ausentar da Comarca por mais de 15 dias sem autorização prévia;
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Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, preservados os horários de seu trabalho formal.
Um alvará de soltura foi expedido para que a investigada seja colocada em liberdade imediatamente. As investigações da Polícia Civil sobre as circunstâncias da morte seguem em andamento.
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