Uberlândia soma 27 mil casos de dengue e dois sorotipos diferentes
Incidência acima do nível crítico e 37 mortes confirmadas colocam o município entre os mais impactados de Minas Gerais neste ano
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Uberlândia viveu em 2025 um dos cenários mais preocupantes no enfrentamento da dengue nos últimos anos. Dados oficiais da Vigilância em Saúde apontam 26.863 casos prováveis da doença no município, com 26.860 confirmações, o que evidencia a intensa circulação do vírus ao longo do ano. O balanço epidemiológico também registra 37 óbitos confirmados e um em investigação, reforçando a gravidade do surto. Durante o período, foram identificados dois sorotipos da dengue em circulação, o DENV-2 e o DENV-3, fator que aumenta o risco de casos graves.
A chikungunya também apresentou impacto expressivo na cidade. Ao todo, foram contabilizados 12.943 casos prováveis, com 12.941 confirmações e um óbito confirmado. A doença atingiu incidência superior a 500 casos por 100 mil habitantes, índice classificado como crítico, com maior concentração de registros no primeiro semestre, período marcado por calor intenso e chuvas, condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Em 2025, Uberlândia não registrou casos de zika.
Com esses indicadores, a cidade aparece na faixa máxima de alerta no mapa epidemiológico estadual, cenário que exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população, especialmente na adoção de medidas preventivas para evitar novos surtos.
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No panorama estadual, Minas Gerais encerrou 2025 ainda sob forte impacto das arboviroses, mesmo após a queda em relação à epidemia histórica registrada em 2024. Dados oficiais da Secretaria de Estado de Saúde indicam que o Estado somou mais de 166 mil casos prováveis de dengue, com cerca de 118 mil confirmações e 148 mortes, além de circulação ativa de chikungunya, que ultrapassou 20 mil casos, e registros pontuais de zika.
A evolução semanal dos casos mostra que a dengue em 2025 ganhou força entre janeiro e março, período marcado por chuvas frequentes e altas temperaturas, condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti. Após o pico, houve queda gradual ao longo do segundo semestre, mas sem interrupção total da transmissão, o que mantém o risco de novos surtos.
Gravidade e resposta do sistema de saúde
O número de confirmações praticamente igual ao de notificações indica alta capacidade diagnóstica e baixa taxa de descarte. Ainda assim, as 37 mortes registradas em 2025 mostram que a dengue segue sendo uma ameaça real, especialmente para idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

Prevenção é decisiva
Especialistas alertam que o controle do mosquito depende de ações contínuas. Medidas simples, como eliminar água parada, tampar caixas-d’água, limpar calhas e cuidar de recipientes de plantas e animais, fazem diferença no bloqueio da transmissão. Ao surgirem sintomas como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e manchas na pele, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
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Mesmo com a redução observada no segundo semestre, a circulação do vírus não foi interrompida. A recomendação é manter vigilância ativa, intensificar ações de controle e reforçar a conscientização para evitar que o próximo período chuvoso traga uma nova escalada de casos.