Uberlândia ganha laboratório de alta segurança para estudar vírus perigosos
Com aporte de R$ 10 milhões, nova estrutura da UFU no Campus Umuarama é a 1ª do interior de MG apta a estudar doenças contagiosas sem risco à população, incluindo gripe aviária
Uberlândia deu um passo decisivo na proteção contra crises sanitárias com a inauguração do primeiro laboratório de alta segurança do interior de Minas Gerais, nesta segunda-feira (16). Localizada no Campus Umuarama da UFU, a unidade de nível 3 (NBA3) recebeu um investimento de R$ 10 milhões para se tornar uma “fortaleza” capaz de isolar o ar para que cientistas manipulem vírus e bactérias perigosas, como os da tuberculose e gripe aviária, sem qualquer risco de contágio para a população externa.

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O novo espaço permite que pesquisadores da região investiguem microrganismos de maior risco, inclusive aqueles sem vacina ou tratamento disponível. A proposta é ampliar a capacidade de resposta antecipada a possíveis crises sanitárias.
Tecnologia de contenção absoluta
Diferente de laboratórios comuns, o sistema de alta segurança exige que todo o ar que entra e sai do prédio passe por filtros de alta eficiência.

Segundo Murilo Vieira da Silva, diretor técnico-científico da unidade, a instalação é um avanço científico para a cidade. “Esta instalação serve para realizarmos pesquisas com microrganismos de alta patogenicidade. Podemos estudar doenças transmitidas pelo ar ou aquelas que ainda não possuem vacina”, explica.
A estrutura é a segunda deste porte em todo o estado de Minas Gerais e atende a padrões internacionais de biossegurança.
O protocolo de trabalho é rígido, os pesquisadores passam por capacitação constante e nunca operam de forma isolada dentro da unidade para garantir a vigilância mútua em todos os experimentos.
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Uberlândia ganha laboratório de alta segurança
A estrutura, viabilizada com investimento de R$ 10 milhões, foi desenvolvida para:
- acelerar pesquisas sobre doenças emergentes;
- contribuir para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos;
- reforçar a resposta a novas epidemias;
- ampliar parcerias com centros de pesquisa e a indústria farmacêutica.
O projeto foi viabilizado com recursos públicos e apoio de instituições de fomento à pesquisa, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e o Ministério Público do Trabalho.
A estrutura integra a rede de biotérios da UFU, responsável por dar suporte a pesquisas com animais de laboratório dentro de padrões científicos.