Surto de sarna humana faz cidade de MG suspender aulas na rede municipal
Lagoa Santa, na Grande BH, soma 241 casos notificados, sendo 50 nas últimas 24 horas; aulas serão suspensas nesta quinta (8) e sexta-feira (9)
Um surto de sarna humana levou Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a suspender as aulas em toda a rede municipal nesta quinta-feira (8) e sexta-feira (9). A cidade já soma 241 casos notificados, sendo 50 registrados nas últimas 24 horas, segundo a Prefeitura.
A medida foi adotada pela Prefeitura como uma ação adicional de precaução diante do avanço da doença. O retorno das atividades está previsto para 19 de outubro, e a administração alerta que os cuidados adotados pelas famílias durante o período serão fundamentais para evitar novas transmissões.
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Por que as aulas foram suspensas?
Segundo a Prefeitura de Lagoa Santa, a paralisação temporária foi definida pelas secretarias municipais de Educação e Saúde diante do cenário epidemiológico.
O município ressalta que a suspensão das aulas, isoladamente, não é uma recomendação técnica de rotina para o controle da escabiose e não é suficiente para interromper a transmissão.
Por isso, durante o período de afastamento, pais e responsáveis devem observar o surgimento de sintomas e procurar uma unidade de saúde diante de suspeita da doença.
A prefeitura também orienta que os tratamentos indicados sejam realizados corretamente e que sejam adotados cuidados com roupas, toalhas, roupas de cama e objetos de uso pessoal.
Lagoa Santa registra 50 novos casos em 24 horas
O boletim epidemiológico mais recente aponta 241 casos notificados de escabiose na cidade.
O número representa um aumento de 50 notificações em apenas 24 horas. Os registros foram recebidos pelo hospital, pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelas escolas.
De acordo com a Prefeitura, os casos notificados são encaminhados para avaliação na rede municipal de saúde e para definição do tratamento adequado.
As equipes das escolas também fazem acompanhamento das turmas. Quando há suspeita de sintomas, os responsáveis pelos alunos são comunicados e orientados a procurar atendimento médico.
O que a Prefeitura está fazendo para conter o surto de sarna?
A administração municipal informou que mantém uma série de medidas para acompanhar a evolução dos casos e tentar interromper a transmissão.
Entre as ações estão:
- Monitoramento diário dos casos pela Secretaria Municipal de Saúde;
- Encaminhamento dos pacientes para atendimento na rede municipal;
- Busca ativa das famílias para acompanhar o tratamento e identificar contatos;
- Ações integradas entre escolas e demais instituições;
- Funcionamento de uma Sala de Situação para analisar o cenário e definir novas medidas.
A estrutura conta com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Epidemiológica, gestão das UBS, Secretaria de Educação e Secretaria de Bem-Estar Social.
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O que é a sarna e como ela é transmitida?
A escabiose é uma doença contagiosa da pele provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada. Também pode ocorrer, com menor frequência, pelo compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas.
A doença não está relacionada à falta de higiene pessoal e não é transmitida por tosse ou espirro.
O principal sintoma é a coceira intensa, que costuma piorar à noite. Também podem aparecer pequenas lesões avermelhadas na pele.
Os sinais são comuns entre os dedos das mãos, nos pulsos, cotovelos, axilas, cintura, nádegas e região genital. Em idosos, as lesões também podem aparecer no couro cabeludo, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.
Como evitar a transmissão da sarna?
Além do tratamento indicado pelos profissionais de saúde, a Prefeitura recomenda alguns cuidados dentro de casa:
- Lavar roupas, toalhas e roupas de cama utilizadas no período relacionado ao início do tratamento;
- Quando possível, utilizar água quente, secar completamente e passar as peças com ferro quente;
- Guardar objetos que não possam ser lavados em saco plástico bem fechado por sete dias;
- Não compartilhar roupas, toalhas, lençóis, cobertores, travesseiros e outros objetos que tenham contato direto com a pele;
- Manter a limpeza habitual da casa e, quando possível, aspirar sofás, colchões e tapetes;
- Não é necessário descartar móveis ou colchões;
- Manter as unhas curtas e limpas e evitar coçar as lesões;
- Evitar contato prolongado de pele com pele até a realização do tratamento recomendado;
- Não usar nem compartilhar medicamentos por conta própria.
Familiares e pessoas que tiveram contato próximo com o paciente podem precisar de tratamento simultâneo, conforme avaliação da equipe de saúde.
Quando procurar atendimento?
A orientação é procurar uma unidade de saúde diante de coceira intensa, novas lesões ou suspeita de escabiose.
A coceira pode continuar por algumas semanas mesmo depois de o tratamento adequado ser realizado. Porém, o surgimento de novas lesões, piora dos sintomas, feridas com secreção, dor, febre ou sintomas em outros familiares exige nova avaliação médica.
A Prefeitura também alerta que não há recomendação para que toda a população faça uso preventivo de medicamentos contra a doença.
O retorno às atividades escolares deve seguir a orientação dos profissionais de saúde, considerando o tratamento realizado e a situação de cada criança.
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