Sistema de saúde da Venezuela entra em colapso após terremotos, diz OMS

OMS alerta para hospitais superlotados, falta de profissionais de saúde, risco de surtos de doenças e milhares de desaparecidos após os terremotos que devastaram o país

, em Uberlândia

O sistema de saúde da Venezuela enfrenta um cenário de colapso uma semana após os terremotos que atingiram o país. Hospitais operam acima da capacidade, unidades de saúde sofreram danos estruturais e faltam profissionais para atenderem a demanda.

Segundo dados oficiais e levantamentos independentes, o desastre deixou 1.943 mortos, 10.571 feridos e mais de 40 mil desaparecidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o agravamento da crise nesta terça-feira (30).

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

Créditos: Reprodução/Redes Sociais

Hospitais operam sob forte pressão

Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, afirmou que a situação nas unidades de saúde é crítica. Dos 21 hospitais avaliados pela organização, três sofreram danos graves e seis funcionam apenas parcialmente. Os demais continuam atendendo, mas enfrentam superlotação e dificuldades para manter os serviços.

Segundo Lindmeier, o atendimento é marcado por grande fluxo de pacientes, longas filas para cirurgias e dificuldades para responder ao aumento da demanda. O governo venezuelano informou que 38 hospitais foram danificados pelos terremotos.

Falta de profissionais agrava atendimento

A crise também compromete o quadro de profissionais da saúde. A OMS informou que diversos especialistas em assistência à maternidade na região de La Guaira continuam desaparecidos, o que prejudica o atendimento obstétrico e amplia os riscos para gestantes.

Além disso, profissionais da saúde estão entre os milhares de desaparecidos desde o desastre.

LEIA MAIS! Brasil envia quinto voo humanitário para vítimas dos terremotos na Venezuela

Necrotérios e registros de vítimas também enfrentam colapso

A OMS também alertou para o comprometimento dos serviços responsáveis pela identificação das vítimas. Segundo Lindmeier, há falhas nos serviços de medicina legal, nos necrotérios e nos sistemas de registro de mortos e desaparecidos, o que dificulta o trabalho das equipes de resgate e das autoridades.

O porto de La Guaira, principal porta de entrada marítima do país, passou a funcionar como um necrotério improvisado.

OMS alerta para risco de surtos de doenças

A organização demonstrou preocupação com o aumento do risco de doenças infecciosas entre a população deslocada. Milhares de pessoas permanecem em abrigos temporários ou em áreas afetadas, cenário que favorece a disseminação de doenças como dengue, febre amarela, sarampo e malária.

De acordo com a OMS, a baixa cobertura vacinal em algumas regiões aumenta o risco de surtos nas próximas semanas.

Número de desaparecidos preocupa

As equipes de resgate continuam as buscas, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar dos dias.

Os dados mais recentes do governo venezuelano apontam 1.943 mortes e 10.571 feridos. Já uma iniciativa independente contabiliza 40.740 desaparecidos. Os números ainda podem sofrer alterações à medida que avançam as buscas e a identificação das vítimas.

Continue acompanhando o Portal Paranaíba Mais para mais atualizações sobre a tragédia na Venezuela e as principais notícias do mundo.