Saúde de Minas recebe investimento recorde de R$ 11,8 bilhões; veja para onde foi

Balanço apresentado na ALMG aponta redução de 45% no tempo de espera da regulação, de 2h45 para 1h30, e a realização de mais de 1,1 milhão de cirurgias eletivas em 2025

, em Uberlândia

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O Governo de Minas Gerais registrou um investimento de R$ 11,8 bilhões na saúde pública ao longo de 2025. O balanço financeiro e os impactos operacionais no atendimento à população foram apresentados pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, nesta terça-feira (23), durante a prestação de contas no programa Assembleia Fiscaliza, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Entre os principais reflexos práticos está a redução de 45% no tempo médio de espera nas filas de regulação do estado após a implementação de um novo sistema integrado.

Saúde de Minas
Minas bate recorde de R$ 11,8 bilhões na saúde e irurgias quase dobram – Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil/Reprodução

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Saúde de Minas reduz tempo de espera nos hospitais, segundo relatório

A criação da Central Estadual de Regulação de Ofertas (Core) alterou o fluxo de encaminhamento de pacientes no primeiro mês de operação. O tempo médio de permanência na fila de regulação recuou de 2h45 para 1h30.

A mudança tecnológica e de gestão absorveu uma demanda maior de atendimento: o volume de solicitações diárias saltou de 2,5 mil para cerca de 4,5 mil pedidos processados. Ao todo, mais de 120 mil pessoas foram monitoradas pela nova ferramenta, que integra os dados do Estado, das gestões municipais e da rede hospitalar.

Cirurgias eletivas superam 1,1 milhão

Outro indicador apresentado foi o desempenho do programa Opera Mais Minas.

Com investimento de R$ 500 milhões, o Estado realizou mais de 1,1 milhão de cirurgias eletivas em 2025 — praticamente o dobro das 593 mil registradas em 2018.

Segundo Baccheretti, o programa ajudou a reduzir filas acumuladas e fortaleceu hospitais de pequeno porte, principalmente no interior do estado.

“Antes da pandemia, Minas não chegava a 600 mil cirurgias por ano. O Opera Mais transformou essa realidade, reduziu filas e fortaleceu principalmente os pequenos hospitais do interior.”

Recursos ampliam UBS, SAMU e transporte de pacientes

Na Atenção Primária à Saúde, o governo informou ter destinado R$ 1,3 bilhão para construção, reforma e qualificação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com mais de 400 unidades financiadas em todas as regiões mineiras.

Desde 2022, também foram adquiridos 684 micro-ônibus por meio do programa Transporta SUS, voltado ao deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos.

Na área de urgência e emergência, Minas passou a ter cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), alcançando mais de 21 milhões de habitantes.

Para essa expansão, o Estado investiu R$ 354 milhões no SAMU e no Serviço Aeromédico Avançado de Vida (SAAV), além de R$ 269 milhões destinados à aquisição de aeronaves.

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Vacinação, teste do pezinho e saúde materna

O balanço também aponta que Minas aplicou mais de 16,4 milhões de doses de vacinas em 2025, alcançando a segunda maior cobertura vacinal do país.

Outro programa destacado foi o Teste do Pezinho Ampliado, oferecido pelo SUS para diagnóstico de 64 doenças. A iniciativa recebeu R$ 64 milhões em investimentos e já realizou a triagem de mais de 205 mil recém-nascidos.

Na saúde materno-infantil, os indicadores também apresentaram melhora. A taxa de mortalidade materna caiu de 44,3 para 32,9 óbitos por 100 mil nascidos vivos entre 2019 e 2025.

No mesmo período, o percentual de gestantes que realizaram pré-natal considerado adequado passou de 38% para 60%.

Rede hospitalar amplia orçamento e capacidade

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) também registrou crescimento no orçamento.

Os recursos passaram de R$ 1,27 bilhão, em 2018, para R$ 2,34 bilhões em 2025. Com isso, o número de cirurgias realizadas na rede aumentou de 24 mil para mais de 41 mil procedimentos anuais.

O secretário ainda destacou o andamento do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), que terá 532 leitos, com possibilidade de expansão para 650, incluindo 110 leitos de UTI. A estrutura terá capacidade para cerca de 30 mil internações e 1,5 milhão de exames por ano, reforçando a rede pública estadual.

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