Produtos como Doritos e M&M’s podem ser classificados como “impróprios para consumo humano” nos EUA

Proposta no Texas prevê multa de até US$ 50 mil por dia para fabricantes que descumprirem regra

, em Uberlândia

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Um projeto de lei no Texas, o Senate Bill 25, pode mudar a forma como alimentos ultraprocessados, como Doritos, M&M’s, Skittles e Mountain Dew, são apresentados aos consumidores e consumidor. A proposta exige que produtos com ingredientes considerados “não recomendados para consumo humano” — como corantes sintéticos (Red 40, Yellow 5, Blue 1), farinha branqueada e conservantes como BHA e BHT — tragam um selo de alerta a partir de 2027.

A regra prevê multas de até US$ 50 mil por dia por produto em caso de descumprimento.

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Prateleira de mercado a esquerda cheia de Doritos; a direita imagem com disquetes de chocolate da marca M&M
Projeto de lei no Texas exige alerta de “impróprio para consumo humano” a partir de 2027 em alimentos que possuem certos aditivos – Crédito: Redes Sociais/ Reprodução

Produtos populares com esses aditivos já são restritos em países como Austrália, Canadá, Reino Unido e União Europeia, devido a possíveis riscos à saúde, como hiperatividade em crianças e reações alérgicas.

A iniciativa aguarda a assinatura do governador Greg Abbott e pode pressionar a indústria a reformular produtos. Apesar disso, enfrenta resistência, com representantes da indústria argumentando que os ingredientes são seguros e que a lei pode alarmar consumidores.

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Alerta já é realidade no Brasil

No Brasil, alimentos com altos níveis de açúcar, sódio ou gorduras saturadas devem exibir selo frontal de alerta desde 2022, conforme a Anvisa. A nutricionista Amanda Lemos explica.

“Agora todos os produtos são obrigados a informar quando contêm excesso de algum nutriente, como açúcar, sódio ou gorduras saturadas. É obrigatório. Dessa forma, é bem mais radical. Eu acho bacana, porque a gente consome muita coisa que nem imagina ter na composição”, afirma.

Ela destaca que a medida incentiva mudanças na indústria.

“Isso obriga os fabricantes a reformularem as fórmulas, melhorando. Pensa, se aqui obesidade já é problema, imagina lá?”, questiona.

Amanda também comenta as adaptações de fórmulas para gostos e culturas locais, lembrando que produtos no Brasil podem ter composições diferentes das versões americanas.

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A importância da educação nutricional

Embora o selo de alerta seja um avanço, Amanda enfatiza que ele precisa ser acompanhado de educação nutricional para que as pessoas entendam o que estão consumindo.

“É uma forma de alertar a pessoa sobre o que ela tem comido. Mas precisa ter uma educação nutricional também. Aqui, infelizmente, esses alimentos são mais baratos que a comida ‘de verdade’”, finaliza.

Ela ressalta que o desafio é maior devido à facilidade de acesso a ultraprocessados, que costumam ser mais baratos que alimentos frescos.