Minas Gerais entra em alerta para doenças respiratórias graves

Boletim da Fiocruz aponta risco elevado de SRAG; influenza A ganha peso e vacinação vira principal estratégia de prevenção

, em Uberlândia

Minas Gerais está entre os estados brasileiros em nível de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim da Fiocruz. O cenário é impulsionado principalmente pela circulação da Influenza A, responsável por cerca de 25% dos diagnósticos positivos e uma parcela significativa dos óbitos registrados recentemente no país.

Doenças respiratórias graves
Influenza A cresce no Brasil e coloca Minas em alerta para casos graves – Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil/Reprodução

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Doenças respiratórias graves

A dinâmica da doença apresenta variações conforme a faixa etária. Enquanto a Influenza A tem sido a causa predominante de internações e agravamentos em adultos e idosos, o público infantil e adolescente é mais afetado por outros agentes, como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), comum em bebês.

Além desses, o monitoramento da Fiocruz destaca a presença contínua do Coronavírus (Covid-19) e de outras bactérias que podem atuar isoladamente ou em conjunto, sobrecarregando o sistema imunológico.

Sintomas que exigem atenção

A SRAG muitas vezes começa com sinais leves, mas evolui rapidamente para um quadro de insuficiência respiratória. Especialistas recomendam procurar atendimento médico imediato ao notar:

  • Febre alta persistente (acima de 38°C);
  • Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar;
  • Cansaço extremo e dores intensas no corpo/cabeça;
  • Respiração acelerada, especialmente em crianças.
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Vacinação e resposta do Estado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) foi procurada pela reportagem para detalhar o cronograma da imunização e apresentar dados da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, mas a definição da estratégia local ainda é aguardada.

A vacina, disponível anualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), permanece como a barreira mais eficaz contra formas graves da gripe e mortes evitáveis.

Diante da escalada de casos, estados como o Ceará já anteciparam suas campanhas de vacinação.