EUA apresentam novas diretrizes alimentares com foco em carne e leite
Governo de Donald Trump divulgou pirâmide alimentar invertida com proteína, laticínios e vegetais na base; confira as novas diretrizes alimentares
Hambúrgueres, batatas fritas, pizzas e refrigerantes. Esses são alguns dos alimentos mais conhecidos pelas pessoas quando se pensa em alimentação nos Estados Unidos. No entanto, isso está prestes a mudar. O governo de Donald Trump divulgou, na quarta-feira (7), novas diretrizes alimentares para 2026 a 2030 que mudam a pirâmide alimentar, colocando proteína, laticínios, vegetais e frutas como base da alimentação.

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A mudança foi anunciada pela Casa Branca e publicada no site governamental “Real Food”. Segundo o governo estadunidense, 50% dos norte-americanos possuem pré-diabetes ou diabetes. Ao todo, 90% dos gastos com saúde nos EUA são destinados ao tratamento de doenças crônicas, muitas das quais estão ligadas à dieta e ao estilo de vida.
“Pela primeira vez, estamos denunciando os perigos dos alimentos ultraprocessados e reconstruindo um sistema falho, com base em ciência de ponta e bom senso”, informa o site “Real Food”.
A nova pirâmide invertida apresenta as proteínas, laticínios e gorduras saudáveis no topo, como base da alimentação. Segundo o site governamental, todas as refeições devem priorizar proteínas de alta qualidade e ricas em nutrientes, “provenientes tanto de fontes animais quanto vegetais, combinadas com gorduras saudáveis de alimentos integrais como ovos, frutos do mar, carnes, laticínios integrais, nozes, sementes, azeitonas e abacates”.
“Proteínas e vegetais formam a base de refeições com comida de verdade. Juntos, eles contribuem para a saúde muscular, o funcionamento metabólico, a saúde intestinal e a energia estável, além de substituírem naturalmente os alimentos ultraprocessados”, informa o site governamental.
Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês), as diretrizes alimentares servem como base para as orientações de médicos e nutricionistas. As mudanças também influenciam o consumo de milhões de pessoas por meio de programas federais de nutrição, como o vale-refeição.
O departamento, que é comandado pelo secretário Robert F. Kennedy Jr., também disse que as recomendações podem ser seguidas conforme as preferências, necessidades e renda da população.
