Dor, gripe e febre lideram as causas da automedicação, hábito de 86% dos brasileiros
Dados apontam que oito em cada dez brasileiros tomam remédios por conta própria, o que corresponde a cerca de 138 milhões de pessoas
-
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) em parceria com o Datafolha revela que 86% dos brasileiros fazem uso de medicamentos sem prescrição médica. O dado corresponde a cerca de 138 milhões de pessoas, um comportamento que preocupa profissionais da saúde.

O levantamento, realizado em março deste ano e divulgado em agosto, mostra que a automedicação é um hábito consolidado no país. Os dados apontam que oito em cada dez brasileiros tomam remédios por conta própria, principalmente para aliviar dores de cabeça, gripes, resfriados e febre.
📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp
Dor, gripe e febre lideram as causas
De acordo com o estudo, os principais motivos que levam as pessoas à automedicação são:
-
Dor de cabeça
-
Gripes e resfriados
-
Febre
-
Dores nas costas e musculares
A pesquisa também indica que a maior parte dos que se automedicam são mulheres entre 45 e 59 anos, perfil que representa boa parte dos entrevistados.
Crescimento e normalização da prática
A prática da automedicação não é novidade, mas os índices atuais são os mais altos desde o início da série histórica. O estudo começou em 2014, quando 76% dos brasileiros declararam se automedicar. De lá para cá, os percentuais oscilaram, chegando a 89% em 2022, o maior índice até então. Em 2024, o número ficou em 86%. Para a edição atual, foram entrevistadas 2.017 pessoas com mais de 16 anos, em 113 municípios brasileiros.
Leia Mais
Leia Mais
Por que a automedicação é tão comum?
Entre os motivos que ajudam a explicar por que tantos brasileiros recorrem à automedicação estão a dificuldade de acesso a consultas médicas, as longas filas no sistema público de saúde, além de uma cultura enraizada de buscar alívio imediato para qualquer sintoma.
Soma-se a facilidade de comprar medicamentos sem a necessidade de receita, o que acaba estimulando ainda mais esse comportamento.
Especialistas fazem alerta
Embora comum, a automedicação não é inofensiva. De acordo com profissionais de saúde, o hábito pode gerar uma série de riscos, como:
-
Intoxicação
-
Agravamento de doenças
-
Reações alérgicas
-
Interações perigosas entre medicamentos
-
Resistência bacteriana, principalmente pelo uso incorreto de antibióticos