Crise no abastecimento de vacinas afeta Uberlândia e cidades da região; entenda
Varicela, covid-19 e influenza estão entre as vacinas em falta na cidade; Ministério diz que vai investigar
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Uma crise no abastecimento de vacinas em Minas Gerais tem afetado diretamente Uberlândia e os 17 municípios da região atendidos pela Superintendência Regional de Saúde (SRS). Um levantamento da Associação Mineira dos Municípios (AMM) revelou que 170 das 190 prefeituras consultadas enfrentam desabastecimento de imunizantes, Uberlândia.
Em nota, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou que o Ministério da Saúde enviou ao Estado lotes insuficientes das vacinas contra varicela, covid-19 e influenza, o que compromete o repasse aos municípios e pode gerar falhas na cobertura vacinal da rede pública local.

Segundo a pasta municipal, o setor de imunização já enviou ofício ao governo estadual solicitando a regularização no fornecimento. No entanto, até o momento, não há previsão oficial para o envio de novas remessas.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) também reconheceu, em comunicado, que vacinas como as de varicela e Covid-19 têm apresentado entregas irregulares, contribuindo para o desabastecimento em diversas unidades de saúde em todo o território mineiro.
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Contexto na cidade
Em Uberlândia, em caso de vacinas indisponíveis, a SES-MG informou que as salas de vacinação têm anotado os nomes e os contatos de quem procura os imunizantes em falta. A orientação oficial é que os cidadãos sejam avisados assim que as doses estiverem disponíveis nas unidades.
A Rede de Frio regional (sistema que garante a conservação das vacinas), em Uberlândia, segue recebendo vacinas da Rede Estadual e distribuindo aos municípios da área, com controle de validade e rotatividade de estoques. A SES-MG reforça que não houve perdas de vacinas no estoque até o momento.
Minas Gerais
A SES-MG informou que aguarda o envio de novas doses por parte do Ministério da Saúde para normalizar a vacinação. No caso específico da vacina contra a varicela, a escassez foi provocada por falhas na produção do laboratório contratado pelo Governo Federal, que não conseguiu cumprir o cronograma de entrega previamente acordado.
Isso gerou um estoque crítico em todo o estado. Em junho, Minas Gerais recebeu apenas 50% da cota mensal prevista, o que é insuficiente para atender à demanda existente. A previsão é que o fornecimento seja regularizado ao longo do primeiro semestre de 2025, desde que os repasses voltem a ser feitos conforme o cronograma pactuado com os fornecedores.
Quanto à vacina tetraviral, o fornecedor entregou ao Ministério da Saúde as doses que estavam atrasadas, mas a normalização da distribuição depende do cronograma de 2025 que está em discussão.
Em relação a vacina contra covid-19, a última remessa foi entregue no dia 29 de maio para atendimento do público pediátrico e adulto na região, e a quantidade enviada a cada município é definida com base na demanda local e no estoque da Rede de Frio Estadual.
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Ministério da Saúde
Diante da situação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou na segunda-feira (16) que o Governo Federal vai investigar as causas da escassez de vacinas em cidades mineiras, mesmo com as entregas supostamente em dia. A declaração foi dada após visita ao Complexo Industrial VMI, em Lagoa Santa, na Grande BH.
Segundo o ministro, uma equipe do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da logística do Ministério da Saúde foi enviada ao estado na última semana. “Queremos entender se há falhas na distribuição local. As vacinas estão sendo adquiridas e repassadas pelo Ministério”, afirmou Padilha.