Com avanço de doenças respiratórias, audiência pública debate superlotação nas UAIs de Uberlândia
Usuários, prefeitura e conselhos de saúde discutem alternativas para enfrentar demora no atendimento e falta de médicos nas unidades
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A Câmara Municipal de Uberlândia realizou, na noite desta terça-feira (10), uma audiência pública para discutir a superlotação nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) do município. A sessão foi convocada pela Comissão de Saúde da Casa e teve duração de uma hora e meia.

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Participaram da discussão usuários do sistema de saúde, representantes da Prefeitura e dos Conselhos Municipais de Saúde. Também estiveram presentes os vereadores Edinho do Combate ao Câncer, Gláucia da Saúde e Professor Conrado, que integram a comissão responsável pelo encontro.
Segundo os responsáveis, a pauta foi construída com base em registros de superlotação, evidenciados pelo aumento no tempo de espera, falta de profissionais médicos e denúncias feitas por usuários do serviço. Além disso, parlamentares realizaram visitas técnicas a algumas unidades para verificar as condições de atendimento.
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O objetivo da audiência foi reunir diferentes segmentos envolvidos no funcionamento das UAIs — incluindo usuários e gestores — para buscar alternativas concretas que possam melhorar a estrutura e a capacidade de resposta do sistema público de saúde municipal.
A Comissão de Saúde deve compilar os relatos e sugestões apresentados durante a sessão para encaminhar propostas ao Executivo e monitorar a aplicação de eventuais medidas.
Mortes por SRAG
Uberlândia é a cidade com o maior número de mortes por SRAG no Triângulo Mineiro em 2025. Segundo dados atualizados na terça-feira (3) pelo Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), o município registrou 745 hospitalizações e 41 óbitos — quase metade das 83 mortes contabilizadas em toda a região.
Apesar de liderar em números absolutos, Uberlândia apresenta uma taxa de letalidade de 5,5%. Já Araxá, com 40 internações e 6 mortes, tem uma letalidade de 15%, uma das mais altas da região — quase três vezes maior que a de Uberaba, segunda cidade com mais hospitalizações (288) e 9 óbitos.