Após 12 anos hospitalizada, menina com doença degenerativa recebe alta

Maria Nicolle tem 12 anos e viveu praticamente a vida toda no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh), em Uberaba

, em Uberlândia

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Hospitalizada desde que se entende por gente, Maria Nicolle, de 12 anos, menina com doença degenerativa, recebeu alta da internação prolongada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh), em Uberaba. A menina chegou ao pronto-socorro aos sete meses de vida, perdendo os movimentos e a parte respiratória.

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Maria Nicolle, menina com doença degenerativa, recebeu alta após 12 anos hospitalizada em Uberaba
Mãe de Maria Nicolle, menina com doença degenerativa, batalhou na Justiça para ganhar o direito ao cuidado domiciliar – Créditos: Ebserh/Divulgação

A desospitalização só foi possível após uma longa batalha judicial pelo direito ao cuidado domiciliar para a Maria Nicolle, que foi vencida por sua mãe, Shirlene Fernandes. A mulher esteve diariamente ao lado da filha desde que ela foi hospitalizada: “Isso aqui é a minha casa também, é a minha segunda casa. Eu chegava aqui duas horas da tarde e só saía 11 horas da noite. Todo dia, durante 12 anos”.

A saída da menina com doença degerativa do hospital representa um novo começo para a família, que comemora a decisão judicial. “Estou comprando lençol, roupa de cama, arrumando cama, arrumando quarto, pondo papel de parede… É uma criança que está renascendo de novo, entendeu? Está voltando para casa”, comentou a mãe, que realizou os preparativos para a volta da filha.

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Apesar da alegria com a mudança, a família também é muito grata por tudo o cuidado dos profissionais do hospital. O caso de Nicolle exigiu um acompanhamento de perto e com uma vasta equipe, que contou com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e médicos.

“Ela recebeu esses cuidados multidisciplinares durante todo esse tempo. E hoje, com o apoio do convênio, conseguimos realizar esse sonho e chegar nessa alta hospitalar”, comentou o médico Cláudio Araújo Faria.

A mudança foi possível devido à estabilidade clínica da menina com doença degenerativa. Segundo a pediatra Mariana Andrade Lopes Mendonça, Maria Nicolle não apresentou nenhum quadro infeccioso ou intercorrência. Mas, além do cuidado da mãe, a menina também irá receber visitas periódicas de equipes especializadas.