Anvisa manda recolher lotes contaminados do sabão líquido Ypê

Bactéria encontrada pela própria fabricante acende alerta; produto capilar também é alvo da agência. Confira!

, em Uberlândia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (27/11), o recolhimento imediato de diversos lotes de sabão líquido Ypê após análises internas da fabricante identificarem contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. A medida, que inclui ainda a suspensão da venda e do uso desses produtos, também atinge um cosmético capilar comercializado de forma irregular. A decisão da agência mobiliza consumidores, vigilâncias sanitárias e as empresas envolvidas, e acende um alerta sobre os riscos microbiológicos em itens de higiene amplamente usados no país.

Sabão líquido Ypê
A linha Express é uma das recolhidas pela Anvisa por contaminação em sabão líquido Ypê – Crédito: Instagram/Reprodução

A contaminação foi detectada pela Química Amparo Ltda., responsável pelos lava-roupas da marca Ypê, que identificou a presença da bactéria em lotes dos produtos Ypê Express, Tixan Ypê e Ypê Power Act. A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo que se prolifera em ambientes úmidos e pode desencadear infecções de pele, urinárias ou respiratórias, especialmente em pessoas com imunidade comprometida.

Com isso, estão proibidas a comercialização, distribuição e utilização dos seguintes lotes:

  • Lava Roupas Líquido Ypê Express: 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011, 205011 e 176011
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê: 254031 e 193021
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power Act: 190021, 223021 e 228031

A agência orienta que consumidores verifiquem o número do lote nas embalagens e, caso tenham adquirido algum dos itens listados, procurem o SAC da empresa para substituição. As vigilâncias sanitárias municipais também foram acionadas para impedir a circulação dos produtos no mercado.

Além dos lava-roupas, outro item entrou na lista de recolhimento. Todos os lotes do produto capilar Smart Hair Micro – Smart GR, da Klug Indústria Química e de Cosméticos. Segundo a Anvisa, o fabricante registrou o item como cosmético, mas seu modo de aplicação induz o uso de forma invasiva, ultrapassando a camada superficial da pele, o que o torna irregular. Estão proibidas a venda, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto.

Posição da Ypê

Por meio das redes sociais, a Ypê afirmou que identificou o problema após novas análises e reconheceu que “nem tudo sai como esperado”. A empresa destacou que a bactéria apresenta risco reduzido nas condições normais de uso do sabão, já que ele é diluído e não fica em contato prolongado com a pele, mas afirmou que, ainda assim, recolherá todos os lotes afetados. A marca também reforçou que consumidores podem solicitar a troca do produto pelo SAC (0800 1300 544).

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Alertas e orientações

A Anvisa reforça que o recolhimento é preventivo e visa proteger grupos mais vulneráveis à bactéria. Até que a substituição seja realizada, consumidores devem interromper o uso dos lotes listados.

A ação destaca a importância do monitoramento constante de produtos de higiene e cosméticos no país, especialmente aqueles de uso cotidiano e grande circulação, e coloca novamente em pauta os protocolos de segurança adotados pela indústria.

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