Reconstrução em Minas seguirá modelo do RS, diz Lula em visita à Zona da Mata

Presidente promete moradias fora de áreas de risco, crédito a pequenos empresários e apoio integral às cidades atingidas nas cidades mineiras

, em Uberlândia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (28) que o Governo Federal vai aplicar em Minas Gerais o mesmo modelo de reconstrução adotado no Rio Grande do Sul após as enchentes que devastaram o estado dois anos atrás.

Durante visita a Juiz de Fora, uma das cidades mais afetadas pelas chuvas na Zona da Mata, Lula garantiu que as famílias que perderam suas casas terão moradia assegurada, mas não poderão retornar a áreas consideradas de risco.

Presidente Lula anunciou medidas para as cidades afetadas pelas chuvas na Zona da Mata mineira – Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Segundo o presidente, caso os municípios não tenham terrenos disponíveis para novas construções, será adotado o sistema de “compra assistida”. Nesse modelo, o Governo Federal repassa recursos para que a própria família adquira um imóvel novo ou usado dentro do estado. O custo é integralmente bancado pela União.

“A prioridade é garantir moradia segura e digna. Não vamos reconstruir onde há risco de novos desastres”, afirmou.

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Apoio a prefeituras e empresários

Além da reconstrução habitacional, Lula prometeu apoio financeiro às prefeituras para recuperar estruturas públicas danificadas, como unidades de saúde, escolas e obras de infraestrutura.

ZONA DA MATA
Áreas afetadas pelas chuvas no município de Juiz de Fora – Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Pequenos empresários atingidos pelas enchentes também terão acesso facilitado a crédito para retomar as atividades. O governo já anunciou medidas emergenciais, como a antecipação do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da liberação do saque do FGTS para moradores das áreas afetadas.

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Sobrevoo e visita a abrigos

O presidente sobrevoou regiões atingidas pelas chuvas e visitou centros de acolhimento improvisados em Juiz de Fora, município que concentra o maior número de desalojados.

Além da cidade, Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino registraram deslizamentos, alagamentos e prejuízos em prédios públicos.

Em reunião com prefeitos da região, Lula pediu que as administrações municipais façam um levantamento detalhado dos danos para agilizar a liberação de recursos federais.

O número de mortes nas enchentes e deslizamentos de terra em Minas Gerais subiu para 66, das quais 60 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros. Três pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Ubá e uma em Juiz de Fora.

“Ninguém ficará para trás”

Durante a agenda, o presidente afirmou que o apoio federal não dependerá de alinhamento político entre governos municipais e a União.

“Não importa o partido. Havendo necessidade real e projeto consistente, o governo vai ajudar”, declarou. Ao final do evento, foi realizado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do desastre.

*Com informações da Agência Brasil