ELEIÇÕES 2026 Resultado Final Confira os números finais da eleição presidencial VER RESULTADOS

Maioria dos deputados da região votam pela retirada da MP 1303

Medida provisória 1303 previa medidas de arrecadação alternativas ao aumento do IOF; foram 251 votos contra 193

, em Uberlândia

Google News

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8) à noite, o pedido de retirada de pauta da Medida Provisória (MP) 1303/2025, conhecida como a MP alternativa ao IOF. A Medida unificaria em 18% a tributação sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026 e aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de algumas instituições financeiras.

Foram 251 votos favoráveis e 193 contrários, o texto foi retirado de votação e caducou, perdendo a validade por não ter sido apreciado dentro do prazo. O governo federal previa arrecadar até R$ 21 bilhões em 2026 com as novas regras.

Parlamentares comemoram a retirada da MP 1303, que previa taxar apostas esportivas e aplicações financeiras
Parlamentares comemoram a retirada da MP 1303 na noite de quarta-feira (8) – Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

📲 Siga o canal de notícias do Paranaíba Mais no WhatsApp

Como votaram os deputados da região

Entre os parlamentares que representam o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, a maioria se posicionou a favor do arquivamento da MP 1303.

Votaram pelo arquivamento da MP:

  • Ana Paula Leão (PP)
  • Weliton Prado (SD)
  • Zé Silva (SD)
  • Greyce Elias (Avante)

Votou a favor da MP:

  • Dandara (PT)

Ausente na votação:

  • Zé Vitor (PL)

Com essa votação, o grupo regional seguiu a tendência de parte do Centrão, que articulou a retirada da matéria da pauta.

Entenda o que previa a MP 1303

A Medida Provisória 1303 foi proposta pelo Ministério da Fazenda como alternativa ao aumento do IOF e tinha como objetivo taxar bilionários, bancos e empresas de apostas esportivas (bets). A MP previa:

  • Cobrança de 12% a 18% sobre a receita bruta das casas de apostas;
  • Tributação de aplicações financeiras como LCA, LCI e LCD;
  • Taxação de juros sobre capital próprio.

A estimativa inicial do governo era arrecadar R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 21 bilhões em 2026. Após negociações no Congresso, o valor projetado caiu para cerca de R$ 17 bilhões.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o objetivo era garantir recursos para cumprir a meta de superávit de R$ 34,3 bilhões prevista no Orçamento de 2026.

O que motivou o impasse político

Apesar das negociações, partidos do Centrão e da oposição pressionaram pela retirada da medida, alegando que o texto criava novos impostos e não tinha consenso suficiente para aprovação.

O relator da MP, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que o governo fez concessões e atendeu a diversos pedidos de parlamentares. Ainda assim, a proposta foi derrubada. “Trabalhamos nesses 120 dias para garantir a aprovação da MP. Fizemos um texto de consenso que poderia ser sancionado. Mesmo assim, a oposição optou por paralisar o debate”, declarou Zarattini.

Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou a retirada da MP como “um ato de sabotagem contra o Brasil”, atribuindo a manobra à articulação de líderes do PP e União Brasil.

O que muda com a queda da MP

Com o arquivamento, a taxação sobre apostas esportivas e rendimentos financeiros deixa de valer, e o governo deve realizar bloqueios orçamentários para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 35 bilhões em 2026.

Entre as áreas que podem ser afetadas estão emendas parlamentares e despesas de custeio. O governo Lula deverá reenviar um novo projeto ao Congresso nos próximos meses.