Lula escolhe Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal
Advogado-geral da União assume protagonismo ao ser indicado para a vaga aberta após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso; agora seguirá para sabatina no Senado
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A escolha de um nome de confiança marcou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao indicar, nesta quinta-feira (20), o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação, que ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e pelo aval do plenário do Senado, preenche a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria.

Jorge Messias, servidor público há quase duas décadas e figura próxima ao núcleo político do governo, terá sua indicação oficializada em edição extra do Diário Oficial da União.
Aos 45 anos, pernambucano e doutor em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Messias comanda a Advocacia-Geral da União (AGU) desde o primeiro dia do atual mandato de Lula. Antes disso, integrou a equipe de transição e já acumulava trajetória expressiva no Executivo federal. Foi subchefe da área jurídica da Presidência durante o governo Dilma Rousseff, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação, consultor jurídico em diferentes pastas e procurador da Fazenda Nacional.
A experiência técnica inclui ainda atuação na Procuradoria do Banco Central e participação como conselheiro fiscal do BNDES. A trajetória construída dentro da máquina pública, acompanhada de proximidade política com Lula, fez de Messias um dos nomes mais cotados para o STF após aposentadoria de Barroso.
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Com a indicação encaminhada, o próximo passo será o exame pelo Senado. Messias precisará do apoio de ao menos 41 senadores para ser aprovado. Se receber o aval parlamentar, assumirá cadeira na mais alta Corte do país, responsável por julgar temas constitucionais e decisões de grande impacto político e social.
A nomeação reforça o peso institucional da AGU dentro do governo e coloca no STF um perfil técnico e alinhado ao presidente. A escolha, para o Planalto, preserva estabilidade jurídica e continuidade na interlocução com o tribunal.