Lula cobra seriedade de países ricos sobre compromissos ambientais

Presidente critica promessas não cumpridas e alerta para necessidade de ações concretas na COP30

, em Uberlândia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a cobrar comprometimento dos países ricos em relação às promessas de financiamento para a preservação ambiental. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (30), Lula afirmou que já não acredita que os valores prometidos para a conservação das florestas serão, de fato, repassados.

O presidente destacou que grandes nações industrializadas se comprometeram a destinar US$ 100 bilhões anuais para países em desenvolvimento como forma de compensação ambiental, mas o compromisso nunca foi cumprido. Segundo ele, mesmo com a elevação da estimativa de necessidade para US$ 1,3 trilhão, o cenário continua incerto.

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Lula cobra seriedade de países ricos sobre compromissos ambientais
Presidente discursou na manhã desta quinta-feira (30). Crédito: Jose Cruz

Promessas não cumpridas e impacto global

Lula ressaltou que as conferências climáticas, como as COPs, precisam avançar além do discurso. “Se não tomarmos medidas concretas, essas reuniões vão acabar desmoralizadas. Medidas são aprovadas, tudo fica bonito no papel, mas, na prática, ninguém cumpre”, criticou.

O presidente citou o histórico de descumprimento dos acordos ambientais, lembrando que os Estados Unidos não seguiram o Protocolo de Kyoto e, durante o governo de Donald Trump, deixaram o Acordo de Paris.

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Amazônia e justiça social

Outro ponto enfatizado por Lula foi a necessidade de garantir que os recursos destinados à preservação ambiental cheguem diretamente às populações que vivem nas florestas. “Quando falamos em zerar o desmatamento até 2030, precisamos lembrar que, sob cada árvore da Amazônia, há um indígena, um ribeirinho, um pequeno trabalhador rural. Eles têm direito a uma vida digna”, declarou.

A expectativa do governo é que a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, sirva como um marco para definir ações mais concretas na luta contra as mudanças climáticas. “Precisamos decidir se queremos discutir a transição energética e a sobrevivência do planeta de forma séria ou se vamos continuar apenas no discurso”, concluiu Lula.