Crise na Venezuela explode após ataque dos EUA e sumiço de Maduro

Crise na Venezuela se agrava após ataque dos EUA anunciado por Trump, captura de Maduro sem comprovação e reação internacional; Lula convoca reunião de emergência

, em Uberlândia

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A crise na Venezuela entrou em um novo capítulo neste sábado (3), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um ataque militar em larga escala contra o país e afirmar que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido capturados e retirados do território nacional. Até o momento, não há confirmação independente sobre o paradeiro do chefe de Estado, o que aumenta a tensão regional.

Segundo Trump, a ofensiva teria ocorrido por vias aérea e terrestre, atingindo Caracas e outras cidades estratégicas. Em publicação nas redes sociais, o norte-americano declarou “sucesso total” da operação e prometeu divulgar mais detalhes em coletiva marcada para sua residência em Mar-a-Lago.

Crise na Venezuela explode após ataque dos EUA e sumiço de Maduro
Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro – Crédito: Leonardo Fernandez Viloria

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Crise na Venezuela se intensifica com versões conflitantes

O governo venezuelano reagiu duramente. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou a ação como “vil e covarde”, rejeitou qualquer presença de tropas estrangeiras e pediu apoio da comunidade internacional. Já a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu dos Estados Unidos provas de vida de Maduro e de Cilia Flores, denunciando bombardeios que teriam causado mortes de civis em diferentes regiões do país.

De acordo com Rodríguez, forças cívico-militares foram colocadas em alerta máximo para defender a soberania nacional. Ela afirmou ainda que o presidente venezuelano já havia alertado a população sobre uma possível ofensiva externa e acusou Washington de tentar impor uma mudança de regime por meio de intervenção armada.

Acusações dos EUA e reação internacional

Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas, alegação negada reiteradamente pelo governo venezuelano. Nos últimos meses, embarcações foram bombardeadas por forças norte-americanas no Caribe, o que já indicava uma escalada de tensão entre os países.

Entidades internacionais e redes de intelectuais latino-americanos classificaram o ataque como violação da Carta das Nações Unidas e “crime contra a paz”, alertando para os riscos de uma guerra com impactos regionais, especialmente em países vizinhos.

Governo Lula acompanha crise na Venezuela

Diante da gravidade do cenário, o governo brasileiro entrou em alerta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com ministros e assessores para a manhã deste sábado, no Itamaraty. O encontro vai discutir os desdobramentos da crise na Venezuela e os possíveis impactos diplomáticos e humanitários para a região.

Lula, que está em recesso oficial no Rio de Janeiro, foi informado ainda nas primeiras horas do dia sobre o anúncio feito por Trump e avalia antecipar o retorno a Brasília. A expectativa é de que o Brasil defenda uma solução diplomática e o respeito à soberania venezuelana, posição que já vinha sendo adotada pelo Palácio do Planalto em crises anteriores. Uma nota deve ser divulgada em breve.