André Janones confessa uso de dinheiro de assessor e faz acordo para encerrar caso de rachadinha

Deputado mineiro devolverá R$ 131 mil após suspeitas de rachadinha em seu gabinete

, em Uberlândia

O deputado federal André Janones (Avante-MG) confirmou que utilizou um cartão de crédito de seu assessor parlamentar para despesas pessoais e se comprometeu a devolver R$ 131,5 mil como parte de um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O pacto, conhecido como Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), evita uma denúncia formal contra o parlamentar e prevê também o pagamento de uma multa de R$ 26,3 mil, equivalente a 20% do prejuízo.

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André Janones
André Janones sofre terceira suspensão na OAB-MG e pode ser expulso do órgão – Crédito: Cleia Viana/Camara dos Deputados

De acordo com a Polícia Federal (PF), o esquema teve início em 2019, quando Janones, com o nome negativado no SPC e Serasa, solicitou o cartão a Mário Celestino da Silva Junior, um de seus assessores. Durante dois anos, as faturas foram quitadas pelo assessor, sem ressarcimento por parte do deputado.

A investigação, conduzida pela PF, apontou indícios de corrupção, associação criminosa e peculato, além de variação patrimonial suspeita. Em setembro de 2024, o relatório final do inquérito foi concluído e Janones chegou a ser indiciado. Entretanto, com o acordo, a PGR desistiu de apresentar denúncia.

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A polêmica envolvendo o parlamentar se intensificou após a divulgação de áudios nos quais ele pede contribuições de assessores para cobrir despesas de campanha. Apesar de admitir a autenticidade da gravação, Janones alegou que o material foi retirado de contexto.

A assessoria do deputado nega qualquer prática de rachadinha e afirma que o acordo ainda não foi homologado pela Justiça. Além disso, destaca que, por respeito ao trâmite jurídico, Janones não comentará o caso no momento. Veja na íntegra:

O deputado federal André Janones (AVANTE/MG) em hipótese alguma admite ou admitiu a existência da prática conhecida como “rachadinha” durante seu mandato. Portanto, a informação que circula é inverídica. O que existe é a celebração de um acordo de não persecução penal, que ainda não foi homologado. Por respeito ao trâmite jurídico, não haverá, por ora, comentários por parte do parlamentar acerca deste acordo