Dia do Meio Ambiente: 5 livros infantojuvenis sobre crise climática

Obras unem fantasia, memória e educação ambiental para aproximar crianças e adolescentes de temas como enchentes, reflorestamento, agroecologia e futuro sustentável

, em Uberlândia

A literatura infantojuvenil brasileira tem incorporado a crise climática como eixo narrativo em uma nova geração de livros que combinam ficção, fantasia e educação ambiental. As obras, lançadas por diferentes editoras e autores do país, abordam temas como enchentes, reflorestamento urbano, agroecologia, ancestralidade e ecoansiedade. Publicados nos últimos anos, os títulos têm como objetivo aproximar crianças e adolescentes de debates ambientais urgentes por meio de histórias sensíveis e personagens em jornadas de descoberta.

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Obras infantojuvenis exploram consumo consciente, tecnologia e reflorestamento urbano em narrativas que unem imaginação, natureza e ancestralidade – Crédito: Divulgação

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Nesta sexta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, o debate sobre a importância da educação ambiental ganha urgência ao apontar a literatura como aliada para conscientizar as novas gerações de forma sensível e prática. Longe de discursos rígidos, os livros infantojuvenis surgem como ferramentas capazes de transformar a preocupação climática em engajamento e esperança.

Abaixo, selecionamos cinco lançamentos recentes da literatura nacional que colocam a natureza e a conscientização social no centro de histórias marcantes:

1. Fábulas Fabulosas: consumo, tecnologia e natureza

Em “Fábulas Fabulosas”, a escritora e jornalista Titila Tornaghi reúne contos, poemas e atividades que estimulam reflexões sobre consumo consciente, reciclagem, alimentação e o uso excessivo de telas.

Entre os textos estão histórias como “O Ladrão do Tempo”, que discute a relação das crianças com celulares, e “O Lixinho Sonhador”, que aborda reciclagem a partir de uma linguagem lúdica. A obra também propõe atividades manuais e experiências fora do ambiente digital, incentivando a interação com o cotidiano e a natureza.

2. A Pequena Keruaka: ancestralidade e reflorestamento urbano

O livro “A Pequena Keruaka”, de Thaís de Almeida Prado, acompanha uma jovem Icamiaba em uma jornada pelo Brasil para enfrentar a degradação ambiental em grandes centros urbanos.

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Aventura infantojuvenil acompanha uma jornada pelo Brasil – Crédito: Divulgação

A narrativa mistura fantasia, diário de viagem e elementos da cultura indígena para abordar temas como reflorestamento urbano, ancestralidade e coexistência entre diferentes formas de vida, conectando territórios naturais e cidades.

3. Bergamota: enchentes e reconstrução no Sul

Em “Bergamota”, a escritora Taís Fagundes transforma as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 em uma história voltada ao público infantil.

A trama acompanha uma menina que enfrenta perdas causadas pela inundação e encontra apoio na família e na cultura local para reconstruir sua vida. O livro trata de memória, pertencimento e resiliência diante de eventos climáticos extremos.

4. Cyber PANC e Só Zé: futuro climático e agroecologia

“Cyber PANC e Só Zé: O resgate de um poder pifado e outras caraminholas”, de Mariana Brecht, se passa em uma São Paulo de 2070 marcada pelos efeitos da crise climática.

Na história, crianças vivem em comunidades organizadas com base na agroecologia e em tecnologias de baixo impacto ambiental. A obra aborda ecoansiedade, reconstrução das cidades e soluções coletivas para um futuro mais sustentável, com linguagem leve e elementos de aventura.

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5. Era uma vez uma guerra na Caatinga: memória e bioma

Em “Era uma vez uma guerra na Caatinga”, Fabiana Corrêa revisita o contexto histórico de Canudos a partir de uma perspectiva ambiental.

A narrativa é conduzida pelo olhar de um calango que observa a relação entre o povo sertanejo e o bioma Caatinga, transformando o território em elemento central da história. A obra articula educação ambiental, memória histórica e literatura infantojuvenil.

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Livros abordam crise climática, enchentes, agroecologia e memória histórica – Crédito: Divulgação

O movimento acompanha uma demanda crescente de escolas e famílias por conteúdos que dialoguem com questões contemporâneas sem perder a dimensão narrativa e criativa da literatura.