Conteúdos sobre bem-estar e estilo de vida com informações confiáveis, embasadas cientificamente e com orientações de especialistas
Conteúdos sobre bem-estar e estilo de vida com informações confiáveis, embasadas cientificamente e com orientações de especialistas
Pode até ser que exista outra, mas a cozinha da minha mãe é a mais impecável que conheço! Tudo no lugar, pia cheirosa e sem um pingo d’água. Pode espiar à vontade até mesmo com a ajuda de uma lupa! Não se acha uma gota sequer!
Nessa cozinha tem três panos, no mínimo. Há o pano de prato para enxugar a louça, o que enfeita e o que ela pendura no andador para secar as marmitas logo depois do almoço.
Dona Ivone está com muita dificuldade para caminhar , mas não abre mão das pequenas tarefas e de organizar o lar, doce lar. Aliás, ela mora na mesma casa onde os meus avós a criaram. De volta onde tudo começou.
Toda vez que chego lá, do pequeno alpendre observo a arrumação me sinto muitíssimo bem. Eu suspiro e explico a você a sensação que me desperta: é como deixar para trás o peso de uma rotina tumultuada de uma sociedade sempre apressada e atropelada.
E nesse viver de forma mecânica acabamos nem conseguindo sentir o lugar que moramos com todo gosto. Quantas vezes vamos arremessando roupas, juntando camisas e calças naquela cadeira no quatro, sapatos na lavanderia ou amontoados na caixa separada na entrada, pratos e talheres empilhados parecendo um condomínio de prédios e por aí a gente se reconhece na bagunça que nos cabe.
Melhor arregaçar as mangas e dar um jeito nessa desordem que não se resume aos cômodos atinge em cheio a nossa qualidade de vida. Diante daquela confusão, e não vamos apontar culpados, pode reparar que a gente fica sem espaço para estar e pisar; vem uma ‘cafubira’ – apelido que dou a um sentimento desconfortável – trazendo como reação em cadeia que vai da falta de paciência à raiva. Aí, o estresse entra e faz a festa. E nós perdemos a paz, o direito ao descanso e do coração à mente sofreremos as consequências físicas e emocionais.
A baderna que persiste sobrecarrega a nossa alma e reflete na produtividade no trabalho, nas soluções que buscamos para algum problema que aparece e ainda na inspiração que desaparece já que não há onde ela ficar.
Outro dia tentei escrever uma crônica e não consegui. A minha escrivaninha pedia socorro e fugi correndo até entender que precisava agendar a limpeza. Quando? Eis a pergunta! Porque assim como você, os compromissos são diários e necessários.
Tirei a manhã de um domingo para faxinar. Separei livros, papeis desavisados para a reciclagem e diminuí um pouco o que havia sobre a mesa. Dali, acredite, passei para o guarda-roupa e quanta peça emaranhada!!!!! Senti pena das peças de tão sufocadas. Levou algumas horas, mas não desisti. Além de doações para quem precisa e também para amigas.
O fluir faz a gente flutuar, ficamos leves, pode experimentar. Daí você me pergunta: como?
Bom, os estudiosos sugerem começar pelo ambiente preferido da casa. Não vã com muita euforia, planeje e estabeleça pequenas metas de arrumação. Aquilo que não faz sentido, dê um destino. Cada um de nós tem a oportunidade de saber o que temos, o que queremos e o que pode ir. Você irá encontrar a sua forma de acomodar os cômodos.
E hoje em dia há os profissionais que têm como missão nos ajudar nesse caminho de ambientes mais saudáveis e práticos para enxergar melhor o que há a nossa volta e permitir que não tropecemos na nossa saúde e nem nos nossos sonhos!