Polícia Civil conclui que caso de trote violento na UFU não configurou crime, mas “brincadeira de mau gosto”
Polícia afirma que o caso não configurou crimes, mas a universidade e o MPF seguem acompanhando a situação
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou as investigações sobre o suposto trote violento envolvendo alunos do curso de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
O delegado Marcos Tadeu, responsável pelo caso, afirmou que o evento, ocorrido em 19 de janeiro em um estabelecimento particular, não configurou crime, mas foi classificado como uma “brincadeira de mau gosto”.
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As investigações começaram após a divulgação de um vídeo que mostrava estudantes sendo agredidos, humilhados e forçados a participar de atividades degradantes, como beber até vomitar e receber tapas no rosto.
No entanto, as oitivas realizadas pela polícia com as 16 pessoas identificadas nas imagens revelaram que todos participaram do evento de forma voluntária e pagaram R$ 25 para entrar.
“Nenhuma das vítimas quis representar criminalmente. Todos afirmaram que estavam ali por vontade própria, em uma ‘brincadeira’ para comemorar a entrada em uma gremiação estudantil”, explicou o delegado.
Ele ressaltou que não havia calouros no evento, apenas alunos a partir do quinto período de Medicina.
Conclusão da investigação
A Polícia Civil (PC) verificou as declarações, as imagens coletadas e o contexto do evento para concluir que não houve prática de crimes como constrangimento ilegal, injúria ou lesão corporal. “O que ali se deu foi um fato atípico à luz do direito penal brasileiro”, afirmou Marcos Tadeu.
Apesar da conclusão da polícia, o caso ainda pode ter desdobramentos administrativos. A Reitoria da UFU e o Ministério Público Federal (MPF) também acompanham o caso, já que a universidade proíbe trotes violentos desde 1993.
No entanto, como o evento ocorreu em um local particular e sem vínculo formal com a instituição, as medidas cabíveis podem ser limitadas.
O caso gerou grande repercussão nacional, com críticas à cultura de trotes violentos e à falta de supervisão em eventos estudantis.
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A Associação Atlética Acadêmica Marcel Resende Davi (A.A.A.M.R.D.), ligada ao curso de Medicina, já havia se distanciado da torcida Medonha, responsável pelo evento, afirmando que não tem vínculo com a organização.
O delegado Marcos Tadeu reforçou que, apesar da conclusão da polícia, o evento foi de “péssimo gosto” e destacou a importância de reflexão sobre práticas que podem colocar a integridade física e emocional dos estudantes em risco.