Suspeito de matar pai e filho em bar de Uberlândia em 2019 é preso no interior de São Paulo
Após seis anos foragido, homem apontado como autor do duplo homicídio no bairro Brasil é localizado em Hortolândia; mãe e ex-esposa das vítimas desabafa: “Nada devolve a vida deles”
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Seis anos depois do assassinato do empresário Flávio Pacheco, de 42 anos, e o filho Valdomiro Pacheco, 20 anos, em um bar no bairro Brasil, em Uberlândia, o suspeito foi preso em Hortolândia, no interior de São Paulo. O caso, volta aos holofotes com a notícia da prisão, embora o desfecho ainda não seja o esperado pela família das vítimas.
O crime aconteceu em uma noite de confraternização entre amigos e familiares. O empresário e o filho estavam em um bar quando um esbarrão acidental deu início a uma discussão com outro frequentador do local.
As câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que, após sair do bar, o suspeito retorna 30 minutos depois, armado, e ataca pai e filho com tiros, matando os dois na frente de outros frequentadores do bar.
“A justiça dos homens falha, mas a de Deus não falha”
A prisão do suspeito reacendeu a dor da família, que nunca superou a perda. A reportagem do Balanço Geral, que acompanhou o caso desde o início, conversou com Flávia Martins Alves Pacheco, ex-esposa de Flávio e mãe de Valdomiro. Emocionada, ela desabafou sobre os anos de sofrimento, a ausência de apoio e o alívio com a notícia da prisão. “Hoje estamos nos sentindo confortados por Deus, porque a justiça dos homens falha, mas a de Deus não. Ele foi preso, e agora esperamos que ele pague pelo que fez.”
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Prisão, audiência e revolta: suspeito de matar pai e filho foi liberado
Apesar da prisão em São Paulo, o suspeito foi ouvido e liberado após ser apresentado à Delegacia. A medida revoltou a família, que esperava ver o acusado responder ao crime em regime fechado.
“Não tem pena que devolva o meu filho e o pai dele. Foram seis anos esperando por Justiça, a dor não passa. E ainda tivemos que lidar com a frustração de vê-lo solto novamente.”
Sequelas emocionais e abandono institucional
Além da dor da perda, a família denuncia a ausência total de apoio psicológico e institucional ao longo dos anos. Segundo Flávia Martins, nem ela nem os filhos receberam assistência do Estado. “Perdemos o Flávio, perdemos o Valdomiro. Minha sogra faleceu de câncer sem superar o luto. Toda a família sofre de traumas psicológicos graves e ninguém nos ofereceu apoio. Nenhum acolhimento, fomos esquecidos.”
Relembre o assassinato em 2019
O crime aconteceu na madrugada de 17 de fevereiro de 2019, em um bar movimentado no bairro Brasil, em Uberlândia. Pai e filho foram assassinados a tiros após uma discussão com outro frequentador do local. Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito sacou uma arma da cintura e disparou contra as vítimas, sem chance de defesa.
Após o crime, o autor fugiu e não houve prisão em flagrante. Dias depois, ele se apresentou espontaneamente à Delegacia, acompanhado por um advogado, foi ouvido e liberado. Quando a Justiça autorizou a prisão preventiva, o suspeito já não foi mais encontrado.
Apenas agora, mais de seis anos depois, um mandado de prisão foi cumprido. A localização do homem se deu após uma audiência online no processo.
Com a prisão do acusado e a expectativa de que ele seja levado a júri popular, a família deposita suas esperanças no próximo capítulo desse caso. Flávia Martins deseja uma condenação exemplar. “Espero que ele vá a júri popular e receba uma pena justa, no mínimo 30 anos. É o que nos resta, porque paz… essa, infelizmente, não volta mais.”