STJ manda soltar MC Ryan SP e Poze, presos pela PF em esquema de lavagem

Dono da Choquei, Raphael Sousa Oliveira, também deverá ser solto; funkeiros e influenciador digital são suspeitos de integrar organização criminosa

, em Uberlândia

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que foram presos no último dia 15 de abril suspeitos de integrar um grupo criminoso que movimentou R$ 1,6 bilhão. Além dos cantores, o criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, e o influenciador Chrys Dias também deverão ser soltos.

Mc Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos durante operação da PF
Mc Ryan SP e MC Poze do Rodo foram presos durante operação da PF no dia 15 de abril – Crédito: @pozevidalouca/Instagram; @imcryansp/Instagram

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Conforme a decisão, a qual o portal R7 teve acesso, o ministro Messod Azulay Neto entende que houve “flagrante de ilegalidade”. Isto é, no momento da prisão dos suspeitos, os policiais informaram o prazo de apenas cinco dias de prisão temporária. No entanto, uma decisão decretou a prisão temporária de 30 dias, o que o ministro entendeu como ilegal.

A decisão do STJ foi voltada para o MC Ryan, o qual lhe foi concedido o habeas corpus. No entanto, teve os efeitos estendidos a outros presos na mesma operação que estão em situação semelhante, devido ao princípio da isonomia. O Paranaíba Mais entrou em contato com o STJ para pedir a decisão e aguarda retorno.

Operação Narco Fluxo

As prisões dos funkeiros ocorreram na Zona Oeste do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo. Durante a operação Narco Fluxo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, segundo a Polícia Federal.

Mais de 200 policiais federais participaram das ações. Além dos mandados, também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societários, a fim de interromper as atividades criminosas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

O trio é suspeito de integrar uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala. O grupo atuava, principalmente, na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.